A tarefa é grande


| Tempo de leitura: 2 min
Ainda que provisório, o governo Temer já apresenta plano de cem concessões na área de infra-estrutura — rodovias, ferrovias, aeroportos e projetos de energia e petróleo. Ao mesmo tempo, sinaliza correção do sistema de financiamento educacional, casa própria e programas sociais. 
 
Além disso, apresenta ao Congresso, o novo limite do déficit público, apurado em R$ 170 bilhões, que deverá ser votado com urgência para destravar atividades de governo. O Ministro da Fazenda, por sua vez, promete conter os gastos da máquina pública.
 
Nada mal para uma semana de governo sem transição. É preciso, agora, colocar em prática. A redução do número de ministérios tem de resultar em economia. Toda a máquina pública deve ser desonerada dos salários e despesas decorrentes dos milhares de cabos eleitorais, apadrinhados políticos e entidades ideológicas que apoiam o governo afastado em troca de benesses, patrocínios de empresas e outros desembolsos. Esse aparelhamento é pernicioso por que desestimula servidores de carreira.
 
Embora tenha de compor com congressistas — acostumados ao nefasto toma lá dá cá — tem que fazê-los entender que isso é uma das causas do estado de penúria que hoje vivemos. Ao lado das medidas de indução à atividade econômica, que devem começar pela reconquista da confiança do investidor — trabalho já iniciado pelo chanceler José Serra com política externa — é preciso pensar, desde já na reforma administrativa, política e econômica. 
 
A máquina pública — federal, estadual e municipal — em de se livrar de parasitas; partidos políticos precisam ter requisitos mínimos (a cláusula de barreira, talvez) para continuarem existindo, e programas sociais devem ter portas de entrada e de saída dignas a seus participantes. A economia tem de funcionar de forma a remunerar o capital investido e oferecer as oportunidades de ocupação e renda que o povo necessita para viver. A tarefa é grande. Está acima de qualquer ideologia ou interesse de grupos...
 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários