Era mais uma terça-feira de frio. Uma tarde comum, de movimento razoável e compras no Magazine Luiza, do Centro da cidade. Isso até a entrada de quatro cariocas na loja terminou em uma verdadeira confusão e correria. Eles tentaram levar diversos aparelhos celulares avaliados em R$ 70 mil. Dois deles, um adolescente de 16 anos e uma desempregada de 20, acabaram detidos pelos próprios funcionários.
Ontem, com o pretexto de que comprariam celulares, os suspeitos foram até a loja. De acordo com o relato de testemunhas do furto, uma das garotas, ainda não identificada pela polícia, puxou um segurança para conversar. Outra chegou perto do estoque de aparelhos, chamando um outro funcionário, enquanto a comparsa pulava o balcão para entrar. Tudo foi acompanhado pelo adolescente, que dava cobertura para a desempregada ter acesso à sala.
Assim que entrou, a jovem pegou uma sacola grande de plástico e a encheu com 39 aparelhos de última geração de marcas como Samsung, Apple e Asus. O estoquista, de 22 anos, percebeu que o quarteto estava tentando enganá-lo, gritou por ajuda e trancou a suspeita na sala. “Enquanto eu a mantinha fechada no depósito, chamei a polícia e gritei para avisar meus colegas. Os três comparsas saíram correndo, mas eles conseguiram pegar o menino a poucos metros da loja e segurá-lo até a chegada da polícia. Seria um prejuízo enorme para todos se os ladrões escapassem com os celulares”, contou a vítima.
A Polícia Militar, acionada para atender a tentativa de furto, levou os jovens para o 1º Distrito Policial. Em depoimento aos agentes, a dupla afirmou residir no Rio de Janeiro (RJ) e não teve alternativa senão confessar o crime. Pelo valor dos produtos que tentou furtar e pelo crime de corrupção de menores, a desempregada foi autuada em flagrante e recolhida à Cadeia Feminina do Jardim Guanabara.
O adolescente, por sua vez, prestou depoimento ao delegado Luís Carlos da Silva. Mas não foi identificado, já que estava sem documentos. “O nome que ele forneceu não consta no sistema. Por isso, encaminhamos o menor para o Conselho Tutelar e o apresentamos à Vara da Infância e Juventude. Até que ele seja identificado, o caso segue sob investigação”, disse Silva.
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