“Tudo foi difícil em nossa vida, mas a determinação e o caráter de mamãe nos fizeram gente, graças a Deus”
Morreu em sua casa, no dia 22 de maio, às 17 horas, a senhora Joana Francisca de Jesus, aos 80 anos. Há dez meses, em crise respiratória, foi levada ao Pronto Socorro “Álvaro Azzuz”, onde foi diagnosticada com pneumonia. Medicada, cumpriu em casa o que lhe receitado, mas não melhorou. “Ela estava muito fraca e a levamos de volta ao PS. O médico que a atendeu a transferiu para a Santa Casa para aprofundamento de exames, e aí veio a triste notícia: ela tinha câncer, e a doença já estava bastante adiantada”, disse seu filho Valdeci Soares
Pior ainda foi saber que o quadro geral dela, especialmente pela idade, não lhe permitiria suportar tratamento específico. Joana voltou à sua casa e, todo o tempo, apesar do sofrimento, permaneceu lúcida à frente de sua família.
“Ela foi mãe, avó e bisavó completamente devotada à família. Acredito que alguém, doente como ela ficou, continuar se preocupando com cada um de nós, como ela fez, demonstra que tivemos a melhor mãe, avó e bisavó do mundo. Mesmo recolhida à cama nas últimas semanas, era só a gente chegar que ela queria saber se tínhamos nos alimentado, como estávamos de saúde, se precisávamos de algo. Foi, toda a vida, nosso grande exemplo”, disse Valdeci.
Joana, natural de Varzelândia (MG), se casou com Sebastião Francisco da Silva. Do enlace, quatro filhos (Joana Francisca, casada com Valmique Arcanjo; José Francisco, casado com Maria Betânia, Valdeci de Jesus, e Orozina, casada com José Santana).
Viúva, passados anos, casou-se com Joaquim Soares, com teve 35 anos de enlace e mais cinco filhos (Maria José, Valdeir, Valdeci Soares, casado com Nilda; Arlei Aparecida, casada com Júlio Magalhães, e Alessandra Cristina), quinze netos e cinco bisnetos das duas famílias que constituiu. Há doze anos, ficou novamente viúva.
Lavradora, foi sempre uma mulher forte, acostumada ao trabalho. “Nunca a vi parada. Quando a família mudou para Franca, em 1987, ela foi trabalhar em mercado de horti-frutigranjeiros, de propriedade do sr. Milton Pires, antigo empregador dela e de papai. Dois anos depois, empregou-se com faxineira de ônibus na empresa Cristalense Turismo, dos irmãos Silva. Mais alguns anos, preferiu se tornar diarista e fez boa clientela em residências francanas. Enquanto isso, papai trabalhava com faxineiro de fábricas de calçados”, lembrou-se o filho.
“Tivemos vida dura. Nós, os filhos, acostumados a escolas rurais em Minas Gerais, em Franca fomos estudar em escola noturna para, durante o dia, trabalhar e ajudar na composição da renda da família. Fizemos faxinas. Quem já tinha idade, foi trabalhar em fábricas de calçados. Tudo foi difícil em nossa vida, mas os exemplos de determinação e o caráter de mamãe nos fizeram gente, graças a Deus”, disse o filho.
O velório teve lugar no São Vicente de Paulo. Evangélica, a família recebeu os pastores Marcos Santiago, Éris Venceslau, José Aparecido e Sílvio Pires, da Assembleia de Deus de Franca, que celebraram culto pela alma de Joana. O sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, dia 23, 13 horas.
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