Morreu Joana Francisca de Jesus


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Joana Francisca da Jesus foi sepultada dia 23, no Cemitério Jardim das Oliveiras.
Joana Francisca da Jesus foi sepultada dia 23, no Cemitério Jardim das Oliveiras.

“Tudo foi difícil em nossa vida, mas a determinação e o caráter de mamãe nos fizeram gente, graças a Deus”

Morreu em sua casa, no dia 22 de maio, às 17 horas, a senhora Joana Francisca de Jesus, aos 80 anos. Há dez meses, em crise respiratória, foi levada ao Pronto Socorro “Álvaro Azzuz”, onde foi diagnosticada com pneumonia. Medicada, cumpriu em casa o que lhe receitado, mas não melhorou. “Ela estava muito fraca e a levamos de volta ao PS. O médico que a atendeu a transferiu para a Santa Casa para aprofundamento de exames, e aí veio a triste notícia: ela tinha câncer, e a doença já estava bastante adiantada”, disse seu filho Valdeci Soares

Pior ainda foi saber que o quadro geral dela, especialmente pela idade, não lhe permitiria suportar tratamento específico. Joana voltou à sua casa e, todo o tempo, apesar do sofrimento, permaneceu lúcida à frente de sua família.

“Ela foi mãe, avó e bisavó completamente devotada à família. Acredito que alguém, doente como ela ficou, continuar se preocupando com cada um de nós, como ela fez, demonstra que tivemos a melhor mãe, avó e bisavó do mundo. Mesmo recolhida à cama nas últimas semanas, era só a gente chegar que ela queria saber se tínhamos nos alimentado, como estávamos de saúde, se precisávamos de algo. Foi, toda a vida, nosso grande exemplo”, disse Valdeci.

Joana, natural de Varzelândia (MG), se casou com Sebastião Francisco da Silva. Do enlace, quatro filhos (Joana Francisca, casada com Valmique Arcanjo; José Francisco, casado com Maria Betânia, Valdeci de Jesus, e Orozina, casada com José Santana).

Viúva, passados anos, casou-se com Joaquim Soares, com teve 35 anos de enlace e mais cinco filhos (Maria José, Valdeir, Valdeci Soares, casado com Nilda; Arlei Aparecida, casada com Júlio Magalhães, e Alessandra Cristina), quinze netos e cinco bisnetos das duas famílias que constituiu. Há doze anos, ficou novamente viúva.

Lavradora, foi sempre uma mulher forte, acostumada ao trabalho. “Nunca a vi parada. Quando a família mudou para Franca, em 1987, ela foi trabalhar em mercado de horti-frutigranjeiros, de propriedade do sr. Milton Pires, antigo empregador dela e de papai. Dois anos depois, empregou-se com faxineira de ônibus na empresa Cristalense Turismo, dos irmãos Silva. Mais alguns anos, preferiu se tornar diarista e fez boa clientela em residências francanas. Enquanto isso, papai trabalhava com faxineiro de fábricas de calçados”, lembrou-se o filho.

“Tivemos vida dura. Nós, os filhos, acostumados a escolas rurais em Minas Gerais, em Franca fomos estudar em escola noturna para, durante o dia, trabalhar e ajudar na composição da renda da família. Fizemos faxinas. Quem já tinha idade, foi trabalhar em fábricas de calçados. Tudo foi difícil em nossa vida, mas os exemplos de determinação e o caráter de mamãe nos fizeram gente, graças a Deus”, disse o filho.

O velório teve lugar no São Vicente de Paulo. Evangélica, a família recebeu os pastores Marcos Santiago, Éris Venceslau, José Aparecido e Sílvio Pires, da Assembleia de Deus de Franca, que celebraram culto pela alma de Joana. O sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, dia 23, 13 horas.

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