A Expoagro 2016 terá um novo esquema de segurança a partir deste sábado, 21. Agora serão três empresas particulares atuando, cada uma em um setor específico da festa. Haverá ainda uma base móvel da Polícia Militar instalada no interior do Parque “Fernando Costa” e efetivo dentro e fora do recinto. Câmeras serão colocadas em diversos pontos do parque para o monitoramento eletrônico. Além disso, equipes do serviço reservado da PM e policiais civis à paisana se infiltrarão na multidão. Haverá ainda um canal de comunicação direto entre seguranças particulares e o comando da Polícia Militar para casos de emergência.
As mudanças fazem parte de um acordo assinado na tarde dessa quinta-feira entre o Ministério Público e os organizadores da Expoagro, com participação das polícias Civil e Militar e da Prefeitura. “As determinações foram estipuladas para que episódios como os de sábado passado não se repitam”, disse o promotor de Justiça do Consumidor, Murilo Lemos Jorge.
No fim de semana passado, durante o show do cantor Wesley Safadão, mais de 250 celulares foram furtados, houve diversas brigas e um dos camarotes foi invadido. Segundo o promotor de Justiça, naquela noite, apenas 50 homens estavam trabalhando na segurança. Um inquérito civil foi aberto para apurar responsabilidades.
Na reunião em que o acordo foi assinado, os organizadores admitiram falhas no planejamento do evento e se mostraram dispostos a atender todas as determinações do Ministério Público e das polícias. “Nós vamos cumprir tudo o que for determinado. Queremos trabalhar em conjunto e garantir a segurança de todos”, disse Alessandro Cardoso, dono da Two Macarrão, empresa vencedora da licitação para a organização da Expoagro.
Como a Polícia Militar não é obrigada a atuar dentro de eventos particulares com fins lucrativos, os organizadores serão obrigados a recolher a taxa de segurança preventiva cobrada pelo Estado de São Paulo. O valor total vai depender do número necessário de policiais, que só deve ser definido na manhã de hoje. “Pagaremos tudo o que for exigido”, garantiu Cardoso.
O major Marcus Araújo, da Polícia Militar, disse que o fato de policiais trabalharem na segurança da Expoagro não prejudicará outros serviços na cidade. “O policiamento das ruas continuará do mesmo jeito. Na Expoagro, convocaremos policiais que estão de folga e ainda usaremos os policiais recém-formados, que acabaram de chegar à cidade.”
Caso o acordo não seja cumprido, o promotor de Justiça ingressará com uma ação civil pedindo que a Expoagro seja embargada por falta de segurança e os organizadores presos. “A ação está pronta. Só não a propus porque temos que levar em consideração que este é um evento esperado por milhares de pessoas, muitas das quais já compraram seus ingressos e seriam lesadas. Então, achei por bem fazer este acordo e garantir a segurança. Mas, se não for cumprido, não terei outra alternativa que não procurar a Justiça.”
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