Certos animais têm narizes esquisitos e olhos esbugalhados. Outros, uma aparência assustadora. Há os de poucos amigos e os muito agressivos. E todos têm algo em comum: o jeito diferente. Nós já apresentamos aqui nesta seção do Clubinho uma série de animais exóticos. Muitos deles são pouco conhecidos dos brasileiros pelo simples fato de viverem em lugares bem distantes do nosso país. É o caso do Komondor, uma raça de cães bem diferenciados dos que estamos habituados a ver. Ele se parece com o pastor alemão e é originário da Hungria.
Acredita-se que este cão tenha pertencido aos magiares, antigo povo húngaro que o usava no pastoreio de ovelhas. Os biólogos dizem que ele é descendente do mastim tibetano.
Seu comportamento é digno, mas ele tanto desperta admiração como medo. O Komondor é de uma coragem inabalável na guarda, na defesa do rebanho a ele confiado e na propriedade de seu dono. Quando necessário, ele ataca em silêncio e com audácia.
Desconfiado por natureza, considera o território onde vive como seu e não tolera nenhuma outra criatura habitando o mesmo espaço. A cabeça é larga, em boa proporção com o tronco, apresentando um desenho bem desenvolvido. Os olhos do Komondor, de cor marrom escura, são inseridos horizontalmente.
Seu corpo robusto é coberto por pelos felpudos, como compridos cordões de textura rústica. Embaixo desses fios grossos, há outro mais fino, em geral da mesma cor marfim.
O tamanho mínimo para os exemplares machos da raça Komondor é de 70 centímetros. Para as fêmeas, 65 cm. O peso fica entre 50 e 60 kg para os machos e entre 40 e 50 kg para as fêmeas. A cauda é longa. Estes cães são admirados também pela grande inteligência.
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