Chover no molhado


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A Câmara votará nas próximas sessões projeto que cria uma Comissão de Assuntos Relevantes com o objetivo de averiguar a variação de preços nos postos de combustíveis de Franca. A proposta foi apresentada por Luiz Cordeiro (PSB) e ganhou o apoio de outros cinco vereadores. Não quero ser estraga prazer. A ideia pode até ser bem intencionada, mas dificilmente vai virar alguma coisa. Os vereadores estão pelo menos seis meses atrasados.
 
No dia 20 de novembro, o promotor de Justiça Murilo Jorge instaurou um inquérito civil para investigar três crimes que estariam sendo praticados pelos donos de postos, entre eles, o cartel de preços. Ofícios foram enviados a 81 comerciantes exigindo que eles apresentassem cópias das notas fiscais referentes à compra de gasolina e álcool, informando, de forma contábil, os preços praticados ao consumidor final. 
 
Em fevereiro, o promotor encaminhou ao Caex (Centro de Apoio à Execução), órgão de consultoria especializada do Ministério Público, que fica em São Paulo, as planilhas contendo os valores pagos às distribuidoras e os custos de manutenção dos postos. Os documentos passam por perícia técnica. O Caex analisará se houve aumento no custo que pudesse justificar os reajustes e se houve combinação de preços.
 
Sem a menor estrutura e experiência para fazer investigação do tipo, é muito pouco provável que a Câmara consiga avançar além do que o MP já está apurando. Melhor seria se Cordeiro e companhia concentrassem as atenções no processo de cassação do prefeito.
 
O preço do arrastão: A polícia estima que cerca de 250 celulares tenham sido furtados durante o show de Wesley Safadão, na Expoagro. Calculando por baixo que cada aparelho tenha um preço médio de R$ 800, os bandidos causaram um prejuízo de R$ 200 mil. 
 
Besteirol: Alexandre Ferreira tentou rebater o delegado Radaeli e disse, ontem, que responsabilidade da segurança na Expoagro é das polícias Civil e Militar. Caro, prefeito, a atribuição da Civil é investigar crimes. A PM só atua em evento privado mediante pagamento de taxa, o que o senhor não fez. Ficaria menos feio se o senhor cobrasse os organizadores.
 
Puxadinho clandestino: Laercinho (PMDB) está feliz da vida com o Xandão. O Setor de Fiscalização da Prefeitura embargou e mandou paralisar imediatamente, por falta de projeto, a ampliação que ele está fazendo em uma casa de sua propriedade, no Jardim Brasilândia. O vereador é o vice-líder do prefeito na Câmara e votou contra o processo de cassação do prefeito. Imagino que o embargo seja uma retaliação pelo fato de Laercinho ter ligado para Sidnei Rocha e o parabenizado pela vitória nas prévias.
 
Propaganda política: O jornalista Corrêa Neves Júnior, presidente do diretório municipal do PSD, e lideranças da legenda passaram a tarde de terça-feira em São Paulo, gravando comerciais do partido que serão exibidos na televisão.
 
Articulações: Enquanto Sidnei Rocha segue em férias pela Europa, a oposição tenta se armar para disputar a sucessão municipal. Nesta sexta-feira, o PDT, de Márcio do Flórida, vai se reunir com cinco partidos, entre eles, o PTB de Graciela Ambrósio.
 
Briga pela suplência: Já está concluso para sentença o processo movido pelo servidor Bartolomeu Romeu para que ele seja empossado como primeiro suplente do PSDB, e não Marcelo Valim (PSD), na vaga aberta pela morte de Jépy Pereira. Em abril, o promotor Paulo Borges se manifestou sobre o pedido do mandado de segurança e disse que a competência para analisar o caso é da Justiça Eleitoral e não da Vara da Fazenda Pública, onde Romeu move o processo.
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br

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