’O legado de papai está centrado na integridade, na honestidade e, especialmente, na mansidão, na paz que irradiava a quem com ele se relacionasse’.
Morreu no dia 11 de maio, 8h30, no Hospital do Coração da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, o senhor Mauro Fernandes Magnani. Tinha 74 anos. Na madrugada do dia 10, sofreu gravíssimo infarto do miocárdio, e foi socorrido no Hospital Regional. Em busca de tecnologia mais adequada, os profissionais que dele cuidaram, decidiram por levá-lo ao Hospital do Coração. Na manhã do dia seguinte, sem que seu organismo tivesse reagido, Mauro se despediria da vida.
Em 2013, exames de rotina apontaram a gravidade de seu quadro cardíaco. “Ele passou por cateterismo. Recomendaram-lhe rotinas de alimentação, exercícios e cuidados que deveria realizar, daí em frente, bem como, medicamentos que não poderia mais abrir mão. Ele se dedicou a cumprir com a mesma determinação com que viveu toda a sua vida. Sua morte entristeceu a todos nós, família e amigos. Nada indicava que tivesse apenas mais três anos de vida”, disse sua filha Kelly.
Deixou, viúva, a senhora Helena Penha Fernandes. Em 8 de janeiro deste ano, completaram Bodas de Ouro de casamento. Do enlace, quatro filhas (Silvana, funcionária dos escritórios de Calçados Milano; ela que morava com os pais e agora, segue acompanhando sua mãe; Luciana, professora do Instituto Embelezze, casada com o industrial de calçados Luís Fernando Martins; Kelly, diretora da escola municipal de Educação Básica “Paulo Freire”, casada com o representante comercial de calçados Rogério Rosa Nascimento; Kátia Gislaine, advogada, casada com o representante comercial Alexandre de Almeida), e quatro netas (Maria Fernanda, Laura, Marina, e Melissa).
Conheceram-se, jovens, ele trabalhando em Calçados Palermo, e ela, na indústria Lopes de Melo, ela pespontadora e ele, cortador. Casaram-se e viveram vida simples e dura. O nascimento das filhas e o projeto de vida que fizeram para elas, remeteram Helena e Mauro a se dedicarem a mais trabalho ainda, pespontando e cortando calçados em casa, à noite. “Papai e mamãe queriam que nós fossemos à escola e tivéssemos profissões que permitissem vida digna. O que somos, devemos a eles”, disse Kelly.
Religiosos e caseiros, Mauro e Helena fizeram, da família, um porto seguro. “Todos os domingos, 7 horas, podia-se sabê-los na missa da Capelinha. Horário do almoço era hora de reunir a família, e não houve domingo em que isso não se deu. Havia também o terço das 18 horas”, disse a filha. “O legado de papai está centrado na integridade, na honestidade e, especialmente, na mansidão, na paz que irradiava a quem com ele se relacionasse”.
“Mamãe tem dito querer que a dor da perda dele, passe. Estamos certas de que a dor passará, mas a lembrança dele e de sua forma de ser, haverão de permanecer. Ele, certamente, queria que a gente, especialmente sua adorada Helena, voltasse a sorrir”, concluiu a filha.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, foi realizado no Cemitério da Saudade, dia 12 de maio, 9 horas.
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