Morreu Mauro Magnani


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Mauro Magnani foi sepultado no Cemitério da Saudade, dia 12 de maio.
Mauro Magnani foi sepultado no Cemitério da Saudade, dia 12 de maio.

’O legado de papai está centrado na integridade, na honestidade e, especialmente, na mansidão, na paz que irradiava a quem com ele se relacionasse’.

Morreu no dia 11 de maio, 8h30, no Hospital do Coração da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, o senhor Mauro Fernandes Magnani. Tinha 74 anos. Na madrugada do dia 10, sofreu gravíssimo infarto do miocárdio, e foi socorrido no Hospital Regional. Em busca de tecnologia mais adequada, os profissionais que dele cuidaram, decidiram por levá-lo ao Hospital do Coração. Na manhã do dia seguinte, sem que seu organismo tivesse reagido, Mauro se despediria da vida.

Em 2013, exames de rotina apontaram a gravidade de seu quadro cardíaco. “Ele passou por cateterismo. Recomendaram-lhe rotinas de alimentação, exercícios e cuidados que deveria realizar, daí em frente, bem como, medicamentos que não poderia mais abrir mão. Ele se dedicou a cumprir com a mesma determinação com que viveu toda a sua vida. Sua morte entristeceu a todos nós, família e amigos. Nada indicava que tivesse apenas mais três anos de vida”, disse sua filha Kelly.

Deixou, viúva, a senhora Helena Penha Fernandes. Em 8 de janeiro deste ano, completaram Bodas de Ouro de casamento. Do enlace, quatro filhas (Silvana, funcionária dos escritórios de Calçados Milano; ela que morava com os pais e agora, segue acompanhando sua mãe; Luciana, professora do Instituto Embelezze, casada com o industrial de calçados Luís Fernando Martins; Kelly, diretora da escola municipal de Educação Básica “Paulo Freire”, casada com o representante comercial de calçados Rogério Rosa Nascimento; Kátia Gislaine, advogada, casada com o representante comercial Alexandre de Almeida), e quatro netas (Maria Fernanda, Laura, Marina, e Melissa).

Conheceram-se, jovens, ele trabalhando em Calçados Palermo, e ela, na indústria Lopes de Melo, ela pespontadora e ele, cortador. Casaram-se e viveram vida simples e dura. O nascimento das filhas e o projeto de vida que fizeram para elas, remeteram Helena e Mauro a se dedicarem a mais trabalho ainda, pespontando e cortando calçados em casa, à noite. “Papai e mamãe queriam que nós fossemos à escola e tivéssemos profissões que permitissem vida digna. O que somos, devemos a eles”, disse Kelly.

Religiosos e caseiros, Mauro e Helena fizeram, da família, um porto seguro. “Todos os domingos, 7 horas, podia-se sabê-los na missa da Capelinha. Horário do almoço era hora de reunir a família, e não houve domingo em que isso não se deu. Havia também o terço das 18 horas”, disse a filha. “O legado de papai está centrado na integridade, na honestidade e, especialmente, na mansidão, na paz que irradiava a quem com ele se relacionasse”.

“Mamãe tem dito querer que a dor da perda dele, passe. Estamos certas de que a dor passará, mas a lembrança dele e de sua forma de ser, haverão de permanecer. Ele, certamente, queria que a gente, especialmente sua adorada Helena, voltasse a sorrir”, concluiu a filha.

Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, foi realizado no Cemitério da Saudade, dia 12 de maio, 9 horas.

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