Nos últimos tempos, temos acompanhado a explosão da criminalidade que ameaça grande parte da população brasileira. Todos os estratos sociais ficam à mercê de bandidos impiedosos que não respeitam nem pessoas doentes, como se pode ver na manhã de ontem quando, em plena luz do dia, marginais invadiram uma instituição — que dá apoio a pacientes e familiares que chegam a Franca para tratamento de câncer no Hospital do Câncer —, agrediram pacientes e roubaram o que podiam (até uma van utilizada para transportar doentes de Ituverava).
De acordo com as informações, o Iansa (Instituto de Apoio Nossa Senhora Aparecida), localizado no Jardim Éden, foi invadido por bandidos armados de revólver e facas, antes das 8h. Ali, renderam funcionários, pacientes e familiares, causando terror. As vítimas foram jogadas ao chão enquanto eram revistadas pelos marginais. Uma delas foi agredida e precisou passar por atendimento médico. Os bandidos levaram dinheiro, celulares e uma van prata, com placas de Ituverava — que trouxe pacientes que precisam de tratamento pela manhã. O caso só não ficou pior porque outros pacientes ainda não haviam chegado. Inaugurada em 2011, a instituição oferece gratuitamente abrigo, alimentação, banho, lazer e repouso para aqueles que não têm condições de arcar com esses gastos. Ainda ontem, em Monte Alto, Interior do Estado, marginais arrombaram o mausoléu da menina Isildinha (objeto de devoção e de romaria de milhares de pessoas, que a consideram milagrosa) e roubaram cerca de R$ 500 da caixa de esmolas. Como se pode ver, duas ações onde nem a doença ou a fé religiosa foram respeitadas.
Vivemos num País onde os muros se tornam cada vez mais altos, os aparatos de segurança se multiplicam e não há tranquilidade nem para se transitar pelas ruas e praças após o anoitecer. Vivemos reféns de uma insegurança crescente, onde não há respostas rápidas dos órgãos de segurança pública ou da Justiça. Bandidos perigosos contam com a leniência de nossas leis, onde os benefícios são superiores aos rigores da pena. Assassinos cumprem apenas um terço da sentença e depois ficam livres para voltar às ruas até com maior periculosidade, já que os estabelecimentos de contenção não recuperam o marginal; antes disso, lhes dá know-how. Até crianças hoje estão à mercê de bandidos que não se preocupam com as consequências de suas ações. Enquanto não houver um rigor maior na aplicação de penas e um aprimoramento (e apoio) aos serviços de segurança, continuaremos acompanhando este tipo de situação, onde se agride, se rouba, se mata e não há qualquer perspectiva de melhora no quadro, muito pelo contrário.
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