24h após homicídio, 2 homens são baleados no Jd. Aeroporto


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GM Corsa em que as vítimas estavam, no Jardim Aeroporto, também foi atingido pelos tiros
GM Corsa em que as vítimas estavam, no Jardim Aeroporto, também foi atingido pelos tiros
Rastros de sangue, projéteis no asfalto, vidros quebrados e uma multidão, em silêncio, observando as avenidas e tentando entender o que aconteceu. Assim é possível definir o fim de semana dos moradores do complexo Aeroporto, na zona sul de Franca. Além do assassinato do servente Thiago Batista Marciano, de 31 anos, no último sábado, dois homens foram baleados no bairro, menos de 24 horas depois. Nenhum suspeito está identificado e ninguém parece ter visto nada.
 
A dupla tentativa de homicídio aconteceu por volta das 20h30 de domingo. O desempregado Welizer dos Reis Silva, de 23 anos, e o eletricista Carlos Ivan de Paula, de 38 anos, tiveram o GM Corsa que ocupavam alvejado com tiros. Dois homens encapuzados teriam chegado armados ao local e com uma arma de grosso calibre começaram a atirar. Um amigo que estava com a dupla conseguiu escapar sem ferimentos, mas as vítimas foram atingidas pelos projéteis e socorridas em estado grave.
 
Ao chegar na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do Jardim Aeroporto, os homens tiveram de ser transferidos pelo Samu e pela Polícia Militar, já que o local estava sem médico. Carlos, que cumpre pena de cinco anos por tráfico de drogas e receptação em Jardinópolis e estava aproveitando o benefício da “saidinha”, foi atingido no peito e na mão esquerda. Pelos ferimentos, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa, em estado grave.
 
Já Welizer, morador do Parque São Jorge que conheceu Carlos na cadeia, foi atingido na cervical e o projétil transfixou seu corpo. Ele, que já ficou preso por tráfico e roubo, está em um dos quartos da Santa Casa e seu quadro é estável.
 
Em depoimento preliminar aos agentes do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Welizer afirmou não saber quem poderia ter atentado contra sua vida e dos amigos. Também disse não ter visto nada e não informou se a tentativa de assassinato tem relação com a morte ocorrida no sábado, nem se conhecia Thiago.
 
Terror e violência
Em meio às dúvidas que os investigadores precisam sanar para chegar aos suspeitos do crime de domingo, está a morte de Thiago Batista Marciano, a 12ª registrada em Franca neste ano. A vítima, que também saiu recentemente da cadeia de Jardinópolis, onde cumpria pena por roubos, furtos e porte de arma, estava sozinha quando foi atingida por três tiros no meio da avenida César Martins Pirajá, no Jardim Aeroporto III.
 
O assassinato de Thiago reacendeu o terror de moradores do bairro, em que, segundo o delegado Márcio Murari, o silêncio perece em meio à uma possível “queima de arquivo”. “Por medo de represálias, os populares deixam de falar o que podem ter visto. Ainda não há nenhuma relação entre os dois crimes. Mas, nos próximos dias, as famílias das três vítimas deverão prestar depoimento para que os responsáveis sejam localizados”, disse.

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