O crescimento da expectativa de vida em Franca segue uma tendência mundial, de acordo com a médica geriatra Ana Maria Bruxelas. Para ela, a principal preocupação deve ser em como esse processo será vivido. “Mais que se preocupar com os dias de vida vividos, o importante é garantir que esse tempo na vida dos idosos seja com qualidade”, disse.
Na opinião da médica, em Franca, o clima, o fator econômico e até mesmo o contexto humanitário contribuem com a evolução da expectativa de vida. “Apesar disso ainda existe muito a se fazer. Quando dizemos que as pessoas estão vivendo mais não significa, necessariamente, que essa longevidade é com qualidade de vida. Hoje, por exemplo, o número de internações cresceu muito nessa faixa etária e chega a quase 50% dos procedimentos nos hospitais”, disse Ana Maria.
A expectativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) é a de que até 2022, 18% da população brasileira seja composta por idosos. “As pessoas precisam entender, o mais rápido possível, que tudo o que elas fazem hoje, independente se com 10 ou 30 anos, refletirá em sua velhice. A ingestão exagerada de açúcar e sal, alimentação incorreta, falta de exercícios físicos e ainda a falta de acompanhamento médico”.
A especialista alerta que mudanças de hábitos são necessárias em todos os setores e toda a sociedade precisa estar preparada para essa nova realidade, para assim garantir que o envelhecimento ocorra da forma certa. “As cidades precisam preparar políticas públicas para cuidar dessa população da forma correta. Para que seja um envelhecimento com qualidade de vida e para que, daqui há alguns anos, possamos realmente comemorar o aumento na expectativa de vida das pessoas”.
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