Cuidou de sua família com o resultado de seus 60 anos de trabalho. De bônus, por sua competência, fez centenas de amizades duradouras'
Morreu na quinta-feira, dia 12, às 21h30, no Hospital São Joaquim/Unimed, o senhor José Porto Silva, um dos mais antigos e conhecidos barbeiros francanos. Tinha 88 anos. No dia 4, em sua casa, queixou-se de cansaço e dificuldade respiratória. A família, preocupada com seu quadro cardíaco - usava marca-passo desde o ano passado - imedia-tamente o levou a consulta médica. Foi diagnosticado com pneumonia e medicado.
Dia seguinte, 5 de maio, voltando ao hospital para mais uma sessão de hemodiálise - há dois meses e meio enfrentou insuficiência renal e iniciou o procedimento - os médicos responsáveis pela área constataram que a pneumonia tinha se agravado, e o internaram.
Os últimos dias foram tristes. 'Papai sempre foi um homem de boa saúde. Só quando a idade começou a pesar, registrou problemas que precisaram intervenção médica. Vieram os quadros cardíaco e renal. Para completar, em uma queda, fissurou duas vértebras, passou a usar colete e a sofrer dores que o incomodaram muito. Creio que todos esses problemas o apenaram demais, e seu organismo, também em função da idade, não lhe permitiu reagir', disse a filha Maria José.
Deixou, viúva, a senhora Manoelina Corrêa Porto, depois de 60 anos de casamento. Do enlace, cinco filhos (Paulo César, Maria José, casada com Carlos Alberto da Silva; Ele-nice, casada com Marcos Gera; Alexandre, casado com Libânia; Mara Cristina, casada com Fausto Novais) e 14 netos (Ana Paula, Eleonora, Guilher-me, Gustavo, Raíssa, Ana Flora, Camila, casada com Eduardo, Ana Carolina, João Gabriel, Letícia, Maria Cecília, Matheus, João Pedro, Otávio).
Foi barbeiro por 60 anos. Alcançou reconhecimento e extensa clientela pela competência de seu trabalho. 'Papai, acostumado à atividade que considerou sempre sua própria vida, trabalhou até ser diagnosticado com insuficiência renal. Até então, o levá-vamos a seu local de trabalho, ao lado do restaurante J.J., na Estação - penso que ele tenha atuado naquele endereço por uns 40 anos - pela manhãzi-nha, voltávamos no horário de almoço para levar-lhe alimentação e, ao fim do dia, íamos buscá-lo', disse a filha.
'Cuidou de sua família com o resultado de seu trabalho. De bônus, por sua competência, fez centenas de amizades duradouras', emocionou-se Maria José. 'Não há e nunca haverá como preencher o vazio que deixa em nossas vidas. Vamos sentir falta de seus beijinhos, de nos chamar de seus 'bens', mas vamos agir, daqui em diante, como ele gostaria que fosse, lembrando de seus exemplos, trabalhando sem nos cansar, honrando sua memória em cada momento'.
Velório de seu corpo aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 16 horas do dia 13, sexta-feira, no Cemitério Santo Agostinho.
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