Ensinando a viver


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Não somos mais um planeta primitivo, porquanto gozamos da conquistada posição de ‘expiação e provas’ que, aliás, é status indicativo de considerável atraso, se levarmos em conta os mundos superiores que nos aguardam. 
 
Esse trânsito evolutivo, a que nos submetemos por força das leis da vida, tem a finalidade suprema de conduzir-nos à perfeição. 
 
Obra da Criação Divina, somos, por isso mesmo, detentores da obrigação consciente de divinizar-nos, retornando ao Reino do Pai, conforme nos assegura a parábola do Filho Pródigo, narrada por Jesus. 
 
No solo planetário, expiamos nossas faltas passadas e, ao mesmo tempo, passamos por provas que atestarão o estágio evolutivo que já teremos conquistado. 
 
Não ofereceria Deus melhor meio de elevar seus filhos à perfeição? Sim! Se utilizássemos do tão apreciado livre-arbítrio para conduzir-nos de maneira harmoniosa com os seus supremos desígnios e eis que, ou já teríamos feito da Terra planeta mais feliz, ou sido transferidos para outro que nos correspondesse à qualidade de virtuosos. 
 
Com efeito, sofremos porque preferimos o atendimento às exigências das viciações à promover-nos à felicidade efetiva. 
 
Vê-se que sofrimento não é processo obrigatório, porém, justo, posto que constitui aprendizado necessário. 
 
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo ‘Bem-aventurados os Aflitos’, encontramos magistral ensinamento sob o título ‘Bem e Mal sofrer’, segundo o qual precisamos tirar todo o proveito possível do sofrimento, cuja finalidade, sem que tenhamos de cultivar o suplício, é a de ensinar-nos a viver. 
 
Bem a propósito, a Folha de S.Paulo, edição do dia 23 de fevereiro deste ano, publicou um pertinente texto da antropóloga Mírian Goldenberg (caderno ‘Equilíbrio’), no qual sugere que bem aproveitemos o sofrimento como meio de conquistar amadurecimento. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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