A decisão do presidente em exercício Michel Temer de unificar os Ministérios da Educação e Cultura em um só, tem desagradado artistas, cineastas, autores, diretores e demais profissionais da área artística.
A decisão é chamada de "incompreensão", "estupidez" e "golpe", segundo o site O Globo. Temer nomeou Mendonça Filho (DEM-PE) como Ministro da Educação e Cultura, unificando assim os dois ministérios. Entre os artistas que desaprovam o fim do MinC (Ministério da Cultura), Wagner Moura diz que a atitude é resultado de um "movimento desonesto de convencimento público da desimportância da cultura e da criminalização dos artistas que fazem uso da Lei Rouanet". "E como nos momentos de crise a cultura é a primeira que roda, o fim do MinC, [...] não é uma surpresa. E a tendência é piorar", desabafa o ator.
"Sinto que o nosso MinC [...] possa voltar a ser uma Secretaria do MEC. Como tantas Secretarias Estaduais que foram perdendo a importância. É terrível!", lamenta o diretor de TV e teatro, Wolf Maia. "Eu acho que o Ministério da Cultura não deveria perder sua autonomia. A Educação é importantíssima, e o MEC deve ter todos os seus esforços dirigidos para a educação, pois trata-se de uma grande lacuna no país. Mas é preciso também um projeto cultural, que estimule a expressão artística regional, inclusive. E para isso é preciso um Ministério da Cultura", opinou o autor Walcyr Carrasco.
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