Um homem morreu após uma aula experimental de jiu-jítsu em Mogi das Cruzes, São Paulo.
No dia 22 de março, o fisioterapeuta Wilson Fabrizio Dorabiatto, de 37 anos, interessado em se matricular na Academia Ação, participou de uma aula experimental. A instituição permite que os interessados façam uma aula gratuitamente e, caso estejam interessados em continuar participando, é exigida a inscrição do aluno.
As câmeras de segurança da academia mostram que o professor de jiu-jítsu demonstra um golpe em um aluno graduado. Em seguida, os demais realizam o golpe entre si. Minutos depois, Wilson vai até o bebedouro e passa mal. O Samu foi acionado e desde então o fisioterapeuta seguia internado em estado grave.
Wilson foi diagnosticado com um início de AVC. Aline Oliveira Dorabiatto, mulher do fisioterapeuta, contou ao site G1 que a equipe médica teria afirmado que o fisioterapeuta sofreu uma dissecção da carótida. Procurada pela reportagem do G1, a neurologista Marly de Albuquerque explicou que a dissecção da carótida é uma das causas de AVC e acontece quando há obstrução da circulação do sangue.
Na noite de sábado, dia 7 de maio, segundo familiares de Wilson, o fisioterapeuta morreu, 45 dias após ser internado. "Já temos o inquérito policial instaurado, inclusive algumas pessoas já foram ouvidas, como o dono da academia e o professor. Agora nós vamos apurar se houve um eventual homicídio culposo. Com o laudo da necrópsia e o prontuário médico é que vamos saber a decorrência da morte", explicou o delegado Argentino Coqueiro.
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