Acho que vou estragar a surpresa, mas não resisti. A estratégia da oposição para tentar tirar o PSDB do comando da Prefeitura vai além de compor uma aliança com políticos de diferentes políticos. A disputa não estará restrita aos votos e deverá começar antes mesmo da campanha eleitoral. A intenção é tirar Sidnei Rocha do páreo no tapetão. Juro que não sei se Alexandre Ferreira está por trás disso. Pelo menos três eventuais candidatos já consultaram advogados para avaliar a possibilidade de barrar a candidatura de Sidnei na Justiça. O nome do ex-prefeito consta da lista dos gestores que tiveram contas reprovadas, as quais não cabem mais recurso, e que serão encaminhadas pelo Tribunal de Contas do Estado à Justiça Eleitoral.
A Justiça decidirá se é ou não caso de inelegibilidade. Sidnei teve as contas, referentes a 2006, rejeitadas por ter feito pagamentos considerados irregulares a secretários municipais. O processo transitou em julgado em 2010.
A Lei da Ficha Limpa prevê que torna-se inelegível o gestor que teve suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa e por decisão irrecorrível do órgão competente. Com base neste entendimento, os opositores de Sidnei acreditam que ele pode ser enquadrado como “ficha suja”. Assim, seria impedido de disputar as eleições. O tema não é pacífico. Há brechas na lei e o tema renderá muitas discussões.
Há vagas: Precisa-se de secretário de Saúde. Não é necessário ter experiência, nem saber o que é um médico falso. Paga-se bem. Interessados entregar currículo na Prefeitura.
Fechado para balanço: Alexandre se reuniu com alguns aliados, terça-feira à noite, na sede do PSDB, e confirmou o que ele tentava negar: o imóvel será desativado e devolvido para a imobiliária. Reflexo das prévias. Testemunhas afirmam que o prefeito disse aos filiados que tem pedido paciência a Deus. Se der força, ele faz alguma besteira. Credo, parece que não sabe brincar!
Aquele do tapa: Hélio Pinheiro Vissotto encaminhou ofício à Câmara pedindo cópias de vídeo e áudio de todas as câmeras e microfones que monitoraram a sessão do dia 19 de abril. Foi quando 12 vereadores aprovaram a abertura de comissão processante contra o prefeito. “Nesse dia, fui ameaçado de agressão física pelos ‘capangas’ do vereador Donizete da Farmácia.”
Descomplica, Nirley: Nirley de Souza (PP) apresentou requerimento para que a Câmara encaminhe ofício ao secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, questionando sobre a viabilidade de montar um posto de atendimento da CDHU em Franca. Alguém pode avisar o Nirley que o irmão dele, Gilson de Souza, trabalha com Rodrigo Garcia na CDHU?
Picanha e chope: Uma chácara na região do Centro Médico foi o local escolhido pela ala vitoriosa do PSDB para comemorar a derrota de Alexandre nas prévias. Sidnei, Roberto Engler e Adérmis Marini dividiram a mesa. O churrasco da vitória ganhou o nome de a “libertação dos mártires”. Referência aos comissionados demitidos. Eles ajudaram a soltar fogos. Nem tudo foi festa para Sidnei. Como havia extraído o dente do siso, ele ficou só na Coca-Cola.
Maranhão do Paiolzinho: Para escapar do “impeachment”, o prefeito sonha com Laercinho Maranhão para presidir a Câmara e anular a sessão que aprovou a abertura do processo de cassação.
Lágrimas: Gente, foca no Face do prefeito. A liminar caiu e o Alexandre voltará a sentar no banco dos réus da Câmara.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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