“Podia-se sempre esperar dela gesto de carinho genuíno, preocupação verdadeira com o outro”
Morreu às 18h40 do sábado, dia 7 de maio, no Hospital São Joaquim/Unimed, em Franca, a senhora Elza Aparecida Norberto de Menezes. Tinha 86 anos. Cardíaca, enfrentou, ao longo dos anos, recorrentes problemas circulatórios que tiraram muito de sua qualidade de vida.
Passou por infarto causado por intensa emoção quando seu marido, o conhecido e respeitado maestro Rossini Caetano de Menezes, também enfrentou o mesmo problema, e por AVC. Ambos os graves acidentes de saúde enfrentou com a força das pessoas determinadas e fortes de espírito. Segundo sua cunhada Rosamélia, dona Elza ultrapassava seus problemas de saúde com forças sempre renovadas.”Sabia que seu quadro cardíaco era crônico, mas nunca a vi reclamar de nada. Deu-nos, sempre, exemplos de superação”.
Desde o começo deste ano, sua condição física se debilitou muito. Os problemas enfrentados por anos foram lhe tirando, aos poucos, a capacidade de regenerar-se. Dia 12 de abril, muito fraca, foi internada no Hospital São Joaquim, e lá, no sábado, foi finalmente vencida. Seu atestado de óbito registrou pneunomia, insuficiência cardíaca e consequente falência múltipla de órgãos.
Estava viúva há 17 anos. Corria 1999. Ela e o marido preparavam, junto à família, a comemoração de Bodas de Ouro, 50 anos de feliz enlace, mas a morte dele aconteceu pouco tempo antes da data. Foram pais de seis filhos (Luiz Carlos, casado com Maria Cristina; Rita Maria, viúva de Silvio de Carvalho; Regina, casada com Pedro Perente; Toninho Menezes, advogado, colunista deste Comércio, casado com Rosamélia; Rossini Júnior, casado com Maria Isabel; Rosane Cristina, casada com Miguel Dagnoni, residentes na Bolívia); onze netos (Luís Carlos Júnior, casado com Daysiane; Priscilla, casada com Daniel Maldonado; Pedro Júnior, falecido; Ricardo, casado com Elaine; Rafael, casado com Gislaine; Letícia, casada com Hamilton Quintanilha; Ana Amélia, Ana Paula, André, Larissa e Nicolas), e seis bisnetos (Mariana, Mirela, Isadora, falecida; Ana Flávia, João Carlos, Amanda).
Elza era fervorosa fiel de Nossa Senhora Aparecida. “Manteve, toda a vida, a reza do terço em família, nas quintas-feiras. Apesar de suas dificuldades, tinha excelente memória. O momento em que recitava longa oração à Senhora Aparecida, era sempre esperado. À cada quinta-feira, a família se reunia em casa de um dos filhos. Isso sempre fortaleceu a união de todos e, especialmente, era a ocasião de conviver com o carinho da mãe, avó e bisavó sempre querida”, disse Rosamélia.
“Ela era, ainda, uma mulher alegre, sempre pronta a criar ‘tiradinhas’ que muito divertiam a todos nós. Haverá, sem dúvida, um vazio importante em nossas vidas a partir de agora. Ela e Rossini formaram, na simplicidade de suas formas de ser, filhos, netos e bisnetos dignos, gente correta, íntegra, incapazes de desejar o mal a quem quer que seja. Também quem com ela conviveu, dela gostou. Podia-se sempre esperar dela gesto de carinho genuíno, preocupação verdadeira com o outro”, concluiu a cunhada.
Gostava de gente, de ver gente. Mesmo em cadeira de rodas nos últimos anos, havendo convite de familiares, lá estava ela pronta a ir passear. Quando sozinha, podia-se sabê-la dedicada a seu crochê ou tricô. Ficam muitas peças tecidas e presenteadas aos seus, como lembrança de alguém que tinha muito para queixar-se, mas nunca se deixou abater.
Seu velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento em túmulo de sua família, foi realizado neta segunda-feira, 8, com serviços da Funerária Nova Franca, saindo de Franca às 13 horas, no Cemitério Municipal de Cristais Paulista.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.