Os agentes da Fundação Casa entraram em greve na manhã de sábado, 7. A categoria reivindica 42% de reajuste salarial, reajuste no vale alimentação, a realização de um novo concurso para contratação de mais profissionais e a redução da jornada de trabalho de 40 horas semanais para 30.
Como forma de protesto, na manhã desta segunda-feira, 9, o grupo de funcionários organizou um protesto. Eram pelo 20 pessoas que ficaram na porta da fundação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Casa (Sintraenfa), Aldo Damião Antônio, a paralisação é por tempo indeterminado e até que o governo aceite negociar melhores condições. “Não estamos pedindo muito além do que o trabalhador precisa para sobreviver. Um dos piores salários [do estado] é o do funcionário da Fundação Casa”, disse.
A Fundação Casa tem 150 unidades no estado. De acordo com líderes do movimento, apesar da greve, 70% dos funcionários mantém os serviços básicos como alimentação, higienização e saúde, conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho que impôs multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento.
A assessoria de imprensa da Fundação Casa informou que o atendimento aos adolescentes nos centros socioeducativos de todo o estado se mantém dentro da rotina, sem prejuízo às atividades pedagógicas, ao atendimento de saúde e psicossocial e à alimentação e higiene, assim como a visitação dos familiares. Segundo a Fundação Casa, entre 2005 e 2015 foram dados sucessivos aumentos pela instituição que somam 84,56%.
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