Ex-secretária Rosane: 'Sensação de luto e tristeza'


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Rosane Moscardini quebrou o silêncio na tarde de ontem
Rosane Moscardini quebrou o silêncio na tarde de ontem
Rosane Moscardini quebrou o silêncio na tarde de sábado. Vinte e quatro horas após deixar a função de secretária de Saúde do município, ela se manifestou por meio de uma postagem em seu perfil no Facebook. No texto, ela diz ter lutado “árdua e diariamente” para superar as adversidades. Também destacou investimentos feitos na pasta que comandou nos últimos três anos e meio. Não explicou se pediu demissão ou se foi mandada embora pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
 
Só na parte final da longa postagem, Rosane faz referências aos escândalos que explodiram na área de Saúde durante sua gestão. “Vale lembrar que quando fomos notificados sobre a história dos falsos médicos, tomamos todo cuidado com as pessoas que haviam sido atendidas. Analisamos todos os atestados de óbito e não encontramos nenhum atestado assinado pelos falsos médicos.”
 
A ex-secretária diz que há sindicâncias administrativas instauradas, cita a CEI aberta pela Câmara, o inquérito da Polícia Civil e lembra que está respondendo ação civil pública de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. “Tudo é investigado pela Justiça. Estou passando por um processo que me dá a sensação de luto e de tristeza. Este episódio com o ICV me marcará para sempre. Mas seguirei com muita força e consciência que agimos na mais absoluta boa fé.”
 
Rosane criticou a decisão do juiz da Vara da Fazenda Pública de Franca, Aurélio Miguel Pena, que autorizou oficiais de Justiça e o promotor Paulo Borges a fazerem buscas na Secretaria da Saúde, no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” e na casa dela. 
 
A ordem de busca e apreensão teve a finalidade de encontrar as fichas originais de atendimento que teriam sido falsificadas pelo médico Lavoisier Tavares e cujas cópias foram entregues na terça-feira ao Ministério Público.
 
“Este mandado de busca e apreensão na minha casa foi de uma violência sem tamanho, considerando que as fichas já estavam a disposição do Ministério Público.”, alegou. 

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