Mundo novo


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Num mundo como o nosso que, desde Jesus e à custa de grandes conturbações, transita para status moral que o definirá como regenerador, é natural que o homem vá se qualificando em disposição e inteligência e o espírito se lhe vá afinizando em sublimados propósitos, aliando-se na conquista de solução dos grandes e aflitivos problemas. 
 
Agora, quando lemos ou ouvimos a palavra ‘Crispr’ (lê-se crísper), mais o seu complemento ‘cás-nove’, designativo de sua abrangência científica, estamos diante da sonoridade de um novo mundo, carregado de soluções alvissareiras a garantirem saúde. 
 
Segundo matéria publicada no caderno ‘Ciência + Saúde’, da Folha de S. Paulo (25/04/16), uma nova ferramenta de edição genética será capaz de revolucionar com possibilidades infinitas. Inserções em cortes precisos eliminarão partes indesejadas do genoma, que causariam doenças, assim como exterminarão insetos vetores de enfermidades como malária, dengue e zika. Experimento chegou mesmo a extirpar o HIV de uma cultura de células.
 
A proeza científica fora também assunto do médico Dr. Dáuzio Varella, na sua coluna semanal da Folha (20/02/16), onde informava que os pesquisadores Jill Banfield, Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier abriam possibilidades de eliminação de doenças antes tidas como incuráveis. Ousa prever que os realizadores de tão importante façanha chegarão ao Prêmio Nobel e assevera que ‘A possibilidade de silenciar genes causadores de enfermidades genéticas que afligem a humanidade há milênios nunca esteve tão próxima.’ 
 
De nossa parte, lembramos que a inteligência humana é instrumento divino a serviço do nosso progresso e bem-estar, e, a cada passo que damos no sentido evolutivo, recebemos inspirações do Mundo Maior a nos acudirem nas dores e aflições. Mas, não nos esqueçamos de que os mansos e pacíficos é que herdarão a Terra. Assim disse Jesus, ao prometer-nos um ‘Novo mundo’. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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