Ficha apreendida deve confirmar fraude em plantões


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O promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges diz que ficha comprova versão dada por seis servidores a respeito da fraude
O promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges diz que ficha comprova versão dada por seis servidores a respeito da fraude
Em entrevista na tarde dessa sexta-feira, o promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges confirmou que três das fichas de atendimento médico apreendidas na quinta-feira na Secretaria Municipal de Saúde pertencem ao lote de prontuários que teriam sido falsificados pelo médico Lavoisier Tavares de Andrade. Outros 30 mil prontuários também foram apreendidos e passarão por análise.
 
Das três fichas, duas já foram descartadas. “Nelas, está apenas o carimbo do próprio médico Lavoisier. Servem de base para comparação de letra e assinatura, mas não contêm irregularidades aparentemente”, disse.
 
A terceira ficha deve ser enviada para perícia. “Nela, encontramos o carimbo de um dos coordenadores do ICV, o médico Daniel Gutierrez. O nome dele é apontado pelas testemunhas como sendo um dos usados por Lavoisier para simular os plantões. A ficha comprova a versão dada por seis servidores a respeito da fraude.”
 
O encontro dessa ficha original também indica que a Prefeitura tem ou teve em seu poder todas as outras que os servidores municipais alegam terem sido falsificadas.
 
O promotor disse que a perícia deve analisar a letra contida no prontuário. “Vamos pedir o exame grafológico para ver se, apesar de conter o carimbo de Daniel, a letra de quem de fato preencheu o documento é de Lavoisier.” 
 
O promotor disse que o documento encontrado é datado de 3 de agosto de 2014 e bate com a cópia que foi entregue pelo ex-diretor-administrativo do Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, Ricardo Veríssimo. “Com base nesta data, poderemos solicitar diligências para descobrir quais locais em que o médico Daniel Gutierrez esteve naquela data. Mas tudo dependerá do resultado da perícia.”
 
Sobre Rosane Moscardini ter sido exonerada, o promotor explicou que o fato de ela deixar o cargo não a livra das responsabilidades tanto cíveis quanto criminais em relação às irregularidades envolvendo o ICV.

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