Jorge Negromonte, Isabel Cristina e Bruna Oliveira esquartejaram e comeram a carne de três mulheres, utilizando-a ainda como recheio de coxinhas e empadas. Os crimes começaram em 2008 e logo ganharam repercussão mundial pelo horror. Os três acusados estão presos e, na noite da última quinta-feira (5), Jorge e Bruna deram entrevista ao programa Repórter Record Investigação, da Rede Record, e revelaram detalhes dos crimes.
A primeira vítima do trio foi a adolescente Jéssica da Silva Pereira, de 17 anos, que trabalhava como doméstica na casa de Jorge. O assassinato aconteceu na casa dele em Olinda, Grande Recife, e apesar de dizer não se lembrar do dia do crime, Negromonte confessou em juízo ter desferido o golpe fatal na jovem. Bruna acusa o comparsa: “Ele pegou uma faca e acertou na jugular dela e começou a espirrar sangue. Quando eu olhei pra trás, Jéssica já estava agonizando. Comecei a segurar a vítima, mas não aguentei, por nervoso. Foi muito pesado e eu desmaiei”.
Bruna diz, ainda, que o corpo foi esquartejado e o trio comeu a carne da doméstica por três dias, e que ela tinha gosto da carne de boi. Detalhe macabro é que Jorge ficou com a filha de Jéssica, na época com 1 ano e meio de idade, e pretendia criar a criança. Negromonte convenceu a mãe, que registrou a menina em seu nome, e após o crime ele forçou Bruna a assumir a identidade de Jéssica. Formada a nova família, o trio fugiu de Olinda e foi para Garanhuns, onde fizeram sua segunda vítima em 2012.
Gisele Helena da Silva tinha 31 anos e foi convidada para cuidar da educação da menina na casa dos canibais. Mataram a vítima da mesma forma que a primeira e repetiram os rituais. A terceira vítima, Alessandra Falcão da Silva, foi convidada para ser babá e morta duas semanas depois, em seu primeiro dia de trabalho. O trio planejava mais mortes, mas acabou preso antes.
Negromonte é esquizofrênico e transformou seus crimes em desenhos e um livro chamado Confissões de um esquizofrênico. Na obra, ele descreve o consumo de carne como um ritual de purificação. O detalhe mais macabro da história é Isabel ter feito coxinhas e empadas recheadas com carne humana, e as vendeu pelas ruas da cidade.
Os canibais fundaram uma seita denominada O Cartel, que tinha como missão purificar a terra e controlar o crescimento da população. Os três foram julgados apenas pela morte de Jéssica, e esse ano devem se sentar no banco dos réus novamente e enfrentar as acusações de duplo homicídio triplamente qualificado, além de estelionato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e ocultação de cadáver.
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