Morre Eurípedes de Jesus Silva


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Eurípedes Silva foi sepultado dia 4, no Cemitério Santo Agostinho.
Eurípedes Silva foi sepultado dia 4, no Cemitério Santo Agostinho.

‘Lutou contra um obstáculo por dia, e venceu a todos’

Morreu às 3h10 do dia 4 de maio, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, Eurípedes de Jesus Silva. Tinha 63 anos. Há um ano, com grave crise respiratória e diagnosticado com pneumonia, iniciou tratamento. A doença não regrediu. Indicou-se, então, necessidade de biópsia. Constatou-se câncer.

Sua condição física não lhe permitiu a aplicação de procedimentos indicados ao quadro. Foi medicado em casa. Nos últimos meses, seu organismo se debilitou de tal forma que a própria medicina o desenganou. Internado em 29 de abril, morreu no dia 4 de maio.

Estava divorciado de Ângela Aparecida de Lima há 29 anos. Do enlace, três filhos, Fransérgio, casado com Luciana Rita; Marcelo, casado com Juliana; Taís, casada com Robinson Rodrigo Rigo; e sete netos, Breno, Kauã, Amanda, Júlia, Mariana, Isabela e Beatriz.

“Papai foi eletricista, e muito conhecido. Teve sua própria empresa e participou da construção de edifícios referenciais da cidade, como o que se situa na praça Nossa Senhora da Conceição e que teve agência da Caixa Federal em seu térreo. O principal problema de sua vida foi enfarte gravíssimo que sofreu há 40 anos. O homem dinâmico que foi, e o profissional que todos procuravam deixaram de existir naquele dia. Perdeu os movimentos de um lado do corpo e permaneceu internado, inconsciente, por três meses”, contou o filho.

A família teve que vender tudo o que havia conquistado, casa, carro, para dar sequência ao tratamento do pai. “Mamãe foi à luta para sustentar nossa casa. Tornou-se enfermeira, a conhecida ‘Baixinha’, e trabalhou na Santa Casa e no Hospital Regional até se aposentar”, contou Fransérgio. Ao final de três meses, Eurípedes voltou à consciência. “Iniciou, então, mesmo com grande parte da memória perdida, luta incessante para voltar à vida comum. Seus primeiros tempos foram em cadeira de rodas. Com os cuidados de mamãe e muita, muita fisioterapia, voltou a andar sozinho. Cada vitória foi celebrada por nós como se ele estivesse nascendo de novo.”

Fransérgio, no episódio da separação dos pais, passou a morar com ele. “Eles nunca deixaram de se ver. Tornaram-se amigos, e ela continuou fazendo o que pode pela recuperação dele. Meus pais são os heróis de nossas vidas. As lições que nos deram são impossíveis de serem esquecidas. No caso dele, foi maravilhoso vê-lo descascar uma simples laranja, utilizando-se apenas uma mão e encostando a fruta na barriga. Reaprendeu a falar, aprendeu a lavar, a passar roupa. Lutou contra um obstáculo por dia, e venceu a todos. Tornou-se um homem feliz de novo até quando o câncer o atingiu”, disse Fransérgio.

Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério Santo Agostinho, dia 4, 16 horas.

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