Emoção e tristeza marcaram a despedida das três vítimas do trágico acidente entre duas motocicletas na noite de terça-feira, na rodovia Nestor Ferreira, que liga Franca a Restinga. Ontem, o sargento da Polícia Militar Edgar Naves, 35, e sua mulher, Vanusa Naves, 34, foram velados no ginásio de esportes de Restinga, cidade onde moravam. Já o pedreiro Carlos Roberto da Silva, de 48 anos, que pilotava a outra moto envolvida no acidente, foi velado no São Vicente e sepultado no Jardim das Oliveiras.
Em Restinga, durante todo o dia, centenas de pessoas participaram do velório do casal. Abalados, familiares não quiseram falar com a imprensa. Juntos há mais de uma década e pais de uma menina 10 anos, Edgar e Vanusa foram velados lado a lado. A tristeza de todos era evidente e algumas pessoas precisaram de atendimento médico. Orações e hinos foram ecoados. Momentos antes do sepultamento, que aconteceu no cemitério da cidade, a Polícia Militar realizou uma homenagem ao sargento.
Enquanto isso em Franca, dezenas de pessoas passaram pelo velório São Vicente para prestar as últimas homenagens ao pedreiro, que morava no Jardim Guanabara. Carlos Roberto da Silva, que retornava para Franca e estaria trabalhando na cidade vizinha, era casado e deixa um filho de 13 anos.
Assista o GCN News, que trouxe cobertura completa sobre o caso:
Tragédia
A colisão, envolvendo duas motos e um carro, matou as três pessoas na noite da última terça-feira. O sargento pilotava uma Honda Bis com a mulher na garupa e o pedreiro conduzia uma CB300. Os dois bateram de frente e, logo depois, um VW Gol que trafegava pela rodovia acabou atropelando Vanusa. Os três foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. No trecho da tragédia restaram partes das motos, um capacete, um casaco e até mesmo uma botina, mostrando a violência do impacto.
Próximo do local do acidente, o agricultor Isaias Justino, de 47 anos, ainda tentava entender o que provocou o desastre. Amigo de Edgar e Vanusa, ele lamentou a tragédia e relembrou o tempo em que viviam em fazendas vizinhas, na zona rural de Restinga. “É difícil acreditar nessa tragédia. Nada nos prepara para perdermos aqueles que amamos, muito menos em uma situação como essa. Eles estavam construindo uma vida juntos, com muito amor e com um grande futuro pela frente, e partiram de forma tão brusca. Agora é pedir a Deus força para a família e que a perícia mostre o que realmente provocou esse desastre. Nada trará os dois de volta, mas pelo menos poderá acalentar um pouco o coração dos familiares”, disse, emocionado.
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