“Foi um homem do bem, pai exemplar, companheiro de todas a horas, trabalhador incansável”
Morreu no dia dois de maio, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, Valdir Stefani Silva. Tinha 54 anos. Foi hospitalizado em 15 de abril após sofrer, em casa, parada cardiorrespiratória. Emergencialistas do Samu o socorreram com técnicas de ressuscitação e o conduziram ao hospital. No caminho, o problema se repetiu. Já na Santa Casa, Valdir foi estabilizado da maneira possível, mas logo entrou em coma. ’Os dias seguintes foram muito tristes. As seguidas paradas cardíacas e respiratórias causaram sequelas, dentre elas, crise renal aguda. Sobreveio infecção, que acabou se generalizando. Finalmente, dia 2, ele descansou’, disse Leila, sua mulher.
Tiveram 30 anos de casamento. Do enlace, três filhos, Jean Carlo, Daniela e Stefânia. “A morte de meu marido, ainda muito novo, deixou gosto amargo na boca, mas podemos afirmar que ele cumpriu, e de forma muito bonita, a missão dele. Deixou-nos só bons exemplos. Pediu-nos que, se algo viesse a acontecer com ele, que a gente não desistisse de nada o que nos fazia feliz”, disse sua viúva.
A família é dona da conhecida Auto-Escola Leila, fundada por sua mulher. “Quando nos casamos, meu marido atuava como representante comercial, e era vitorioso no que fazia. Insisti para que deixasse as representações e participasse da administração e das atividades de ensino da auto-escola. Ele resistiu por um tempo mas rendeu-se. Suas experiências comerciais garantiram alavancagens importantes para nosso negócio”.
Fazendo jus a seu perfil determinado, Valdir entrou fundo no conhecimento da nova atividade. Fez cursos de gestão, de instrução. Tornou-se líder e defensor dos interesses da classe. Não à toa foi eleito presidente da Associação de Auto-Escolas de Franca. “Terminaria agora, em agosto, sua segunda gestão. Liderou as empresas francanas com dedicação e persistência. A aceitação a seu trabalho ficou comprovada com sua reeleição”, disse Leila.
Valdir e Leila integraram, também, o Rotary Clube Franca Imperador. Ele presidiu o clube e lá, “descobriram” a Casa Maternal de Miramontes — instituição municipal gerida pelo Rotary Imperador — e passaram a frequentá-la para se dedicarem às 70 crianças atendidas. “Tomamos muito gosto pela causa, pelas histórias das crianças e suas famílias. Participamos da direção. Valdir dizia que tudo o que pudéssemos fazer pela Casa Maternal ainda seria pouco. Com a perda dele, continuarei lá. Sei que, espiritualmente, continuará me dando forças. A causa é mágica, foi para nós”, disse Leila.
Valdir estava, nos últimos meses, participando ativamente — e novamente, já que o fez em todos os últimos anos — da organização do próximo Fest Bar, evento do Rotary Imperador para levantamento de fundos à Casa Maternal. ’Vibrava com o evento. Vibrava duplamente quando o resultado financeiro permitia apoiar também o hospital ’Allan Kardec’ e a Santa Casa. Foi um homem do bem, pai exemplar, companheiro de todas a horas, trabalhador incansável’, concluiu sua mulher.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, realizou-se dia 3 de maio, no Cemitério da Saudade.
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