Em meio ao caos na rodovia Nestor Ferreira, havia apenas luzes de viaturas das polícias Militar e Rodoviária e de outros veículos ontem. Eram motoristas que aguardavam para seguir até Restinga. Outros, no sentido oposto, tentavam retornar para Franca enquanto buscavam respostas para o que estava acontecendo diante de seus olhos. Entre os vários policiais, alguns atônitos e que se movimentavam de um lado a outro, estava o motorista do Gol, um aposentado de 70 anos.
Ainda trêmulo e em estado de choque devido a fatalidade que matou Edgar e Vanusa Naves, além de Carlos Roberto da Silva, o idoso ora coçava a cabeça, ora cruzava os braços e tentava responder às perguntas de um dos policiais rodoviários. Ao seu redor, diversos curiosos ouviam seu relato. “Eu estava passando e senti bater em alguma coisa. Era uma das motos. Mas também vi um carro prata. Parecia um Fiat Palio, estava em alta velocidade e parece que ultrapassou em um local proibido. Acho que por isso e por tentar desviar que as motos bateram”, tentou explicar.
A versão do aposentado, porém, não foi confirmada pela delegada plantonista, Christina Bueno. Caberá ao inquérito policial desvendar se um quarto veículo se envolveu no acidente e o que, de fato, motivou a trragédia.
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