‘Senhor, ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terra plana’.
(Salmos 143.10)
Ninguém pode negar que o homem tem vontade própria, pois esta é uma das principais características que diferencia o ser humano dos demais seres criados por Deus. Vontade é a faculdade de escolher o que deseja pensar, dizer e fazer. Mas, já paramos para refletir sobre a lastimável fraqueza da nossa vontade?
Embora tenhamos a capacidade de tomar decisões, nem sempre temos o poder de realizar nossos propósitos. A vontade pode projetar um curso de ação, mas não tem em si mesma a capacidade de realizar o que intenta. Vamos a um exemplo bíblico.
No livro dos Gênesis, os irmãos de José o odiavam, e por causa disto, venderam-no como escravo para uma caravana de ismaelitas que descia para o Egito.
Porém, Deus utilizou o que eles fizeram para torná-lo governante sobre eles mesmos. Eles escolheram, com o curso da ação que cometeram, prejudicar a José, mas Deus, em Seu poder, dirigiu os acontecimentos para o bem de José, de seu próprio pai e seus próprios irmãos que não tiveram nenhuma piedade em vendê-lo, inventando uma história mentirosa para Jacó.
Vejam que muitas vezes, nossas decisões são frustradas. Nós podemos desejar ser ricos, mas é possível que a providência de Deus impeça isso. Podemos desejar um alto cargo dentro da sociedade, mas uma saúde comprometida, um lar instável, ou insuficiência financeira venham a frustrar nossos planos.
Ao dizer que a vontade é livre, certamente não queremos dizer que ela determina, com absoluta precisão, o curso da nossa vida. Nós não escolhemos a doença, a dor, a guerra e a pobreza que espoliam a felicidade do homem.
O que na verdade queremos dizer é que se a vontade do homem é tão potente, por que não desejar viver sempre e sempre? No entanto, e certamente, vamos morrer. Os principais fatores que moldam a nossa vida não vêm da nossa vontade.
Diante de tudo isto, sou levado a crer e ensinar que a melhor coisa a fazer, é nos refugiar em Deus para fazermos não a nossa vontade, mas a maravilhosa vontade de Deus. No versículo que destacamos à abertura deste texto, encontramos o salmista fazendo uma belíssima oração, e vale a pena repeti-la: ‘Senhor ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terra plana. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração’.
Vejam que o salmista está orando a Deus para que sua vontade seja orientada pela vontade divina. Infelizmente, hoje é comum ouvirmos alguém dizendo que devemos fazer aquilo que desejamos, sem pensar nas consequências. Afinal de contas, a vida é curta e devemos aproveitá-la. Isso, geralmente, não termina nada bem.
O próprio Jesus, momentos antes de enfrentar o calvário, exclamou ao Pai: ‘Se possível, passa de mim este cálice. Todavia, faça-se a tua vontade’. Sendo assim, vamos também permitir que nossa vontade seja completamente dominada pela vontade do Pai.
Nosso objetivo, ao escrever esta mensagem, é levar o amado leitor a fazer uma reflexão acerca da vontade humana. Se tiveres o desejo de ser, de fato, uma benção para Deus, então aprenda a consultar a vontade do Senhor para não correr o risco de desejar algo, que ao invés de ser bênção em sua vida, venha tornar-se maldição.
Nunca esqueça que a vontade do homem, sem a ajuda de Deus, é sinônimo de derrota. A este respeito aconselha a Bíblia: ‘Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará’. Pense nisso.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão
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