Guerra contra aedes tem que ser diária


| Tempo de leitura: 2 min
O aumento da incidência de dengue, chikungunya e zika vírus mostra que a guerra contra a proliferação do mosquito aedes aegypti está longe de ser vencida. Embora as autoridades sanitárias estejam redobrando os esforços, a publicidade oficial cada vez mais intensa deixa claro que a vitória final nesta batalha depende de cada um de nós. Enquanto não houver uma conscientização daqueles que ainda mantêm criadouros do inseto em suas próprias residências, ameaçando a sanidade dos seus e dos vizinhos, dificilmente venceremos esta luta. Hoje, há quem ainda se oponha à entrada de agentes da Vigilância Sanitária em sua residência para uma simples inspeção. E, por isso, o aedes aegypti avança, mesmo diante de medidas que vão da aspersão de inseticidas à liberação de mosquitos geneticamente alterados, enquanto não surge uma vacina capaz de imunizar a população contra esta ameaça que muitos ‘cultivam’ nos quintais de suas casas.
 
Em Franca, a situação não é diferente do registrado em todo o País. Segundo reportagem publicada na edição de ontem do Comércio, o número de casos suspeitos de dengue não para de crescer e chega a 2.888, de acordo com dados da Vigilância Epidemiológica. Até o momento, 125 pacientes foram diagnosticados com a doença, além de 16 que foram infectados em outras cidades. Ainda, 12 casos suspeitos do vírus zika e 4 da febre chikungunya são investigados. Franca viveu a maior epidemia de dengue da sua história no ano passado, quando mais de 1,5 mil casos positivos da doença foram registrados. A continuar a evolução, o número pode mais do que dobrar até o final do ano. O avanço dos registros preocupa, principalmente com a queda da temperatura, quando a população normalmente diminui os cuidados contra a proliferação do mosquito.
 
De acordo com o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, pelo menos 12 Estados e o Distrito Federal já atingiram níveis epidêmicos de dengue neste ano. A alta de infectados nessas unidades da federação fez o País também entrar em situação de epidemia, quando o índice de incidência da doença ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes. Se todos os casos suspeitos forem confirmados, o número em Franca pode multiplicar este índice por três. Enquanto apenas um morador mostrar despreocupação com a própria saúde e a dos que o cercam dificilmente venceremos esta guerra. A luta contra o mosquito aedes aegypti precisa da união de todos, autoridades e sociedade civil. Do contrário, mais uma vez sairemos perdedores ao esperarmos que apenas o Poder Público resolva todos os nossos problemas.
 
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários