Morre Maria Isabel Ferreira Meneghetti


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  Maria Isabel Meneghetti será sepultada amanhã, 10 horas, no Cemitério da Saudade.
Maria Isabel Meneghetti será sepultada amanhã, 10 horas, no Cemitério da Saudade.

“Nossa família perdeu uma de suas integrantes mais respeitada e querida”

Morreu na madrugada de hoje, 29, em sua casa no bairro Chácaras Santo Antônio, em Franca, a senhora Maria Isabel Ferreira Meneghetti. Tinha 69 anos. Sua vizinhança se disse incrédula, quando foi comunicada sua morte. “Ela não tinha problemas de saúde e nada indicava que viesse a morrer subitamente”, disse sua cunhada Maria Francisca, conhecida Chiquinha Meneghetti.
 
Estava viúva há 32 anos de Antônio Ginez Meneghetti, o Toninho. Ela nasceu em Itinga (MG). De família simples, ainda adolescente foi trabalhar na residência de casal de médicos de Presidente Prudente (MG), e praticamente se tornou membro da família. “Ela considerava o casal como padrinhos. A relação deles, mesmo depois que se casou com Toninho, jamais se perdeu. Telefonavam-se regularmente. Gostavam mesmo dela. Aliás, não gostar de Isabel era difícil. Foi uma mulher do bem, alegre, participativa, sempre muito disposta, capaz de criar bom ambiente em qualquer lugar onde estivesse”, disse Chiquinha.
 
Do enlace com Toninho Meneghetti nasceram três filhas (Andréia, casada com Geovânio Freitas; Rosa Luísa, casada com Alyson Martins; e Fabiana, falecida) e três netos (Miguel, Marcos Vinícius e Antônio José). Moraram em residência construída pelos pais de Toninho, especialmente para eles. Lá, Isabel, especialista em chás medicinais, plantou sua horta. “Seus chás tornaram-se muito conhecidos. Ajudou muita gente com suas plantas medicinais, e os resultados foram sempre muito adequados”, disse a cunhada.
 
Toninho faleceu ainda muito novo. Para Isabel, foi extremamente doloroso perder o marido. Dizia que a saudade e a necessidade da presença “do homem de sua vida” nunca a abandonaram. “Desde a morte de Toninho, passou para seu braço o relógio de pulso dele, e nunca o tirou. Também usou a aliança de casamento que era dele, em sua mão. Respeitou a memória do marido e fez com as filhas nunca se esquecessem do pai. Foi uma mulher fantástica, de alma pura. Permaneceu triste por muito tempo, pelo menos, até a chegada dos netos. Aí, tornou-se, de novo, radiosa”, disse Chiquinha.
 
Para os netos, tudo. Era o tipo de avó que netos adoram. Não havia o que não pudessem fazer. “Eram doces, brinquedos, carinho, muito carinho. Era voltou a ser a pessoa alegre que já tinha sido e, tenho certeza, seria determinante na criação deles, já que não se desgrudava um único momento. Nossa família perdeu uma de suas integrantes mais respeitada e querida. Será doloroso não contar mais com sua forma pura de ver e fazer as coisas. Estamos profundamente sentidos”, disse a cunhada.
 
O velório acontece no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, será realizado amanhã, dia 30, 10 horas, no Cemitério da Saudade.

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