O número de casos suspeitos de dengue em Franca não para de crescer e já chegou a 2.888, de acordo com dados da Vigilância Epidemiológica. Até o momento 125 casos foram confirmados, além de 16 importados. Também transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, 12 casos suspeitos do vírus zika e 4 da febre chikungunya são investigados. O avanço dos registros preocupa, principalmente com o início do tempo mais frio, quando a população, normalmente, diminui os cuidados contra a proliferação do mosquito.
Segundo o gerente de Serviços da Vigilância Ambiental, Cléber Benedito, a situação da cidade é preocupante em todos os bairros, já que existem suspeitos espalhados por toda parte. Apesar disso, as regiões dos bairros ¶ngela Rosa, Vila Scarabucci, Santa Maria, Santa Terezinha, Complexo Aeroporto e Jardim Dermínio são os mais críticos, porque nessas regiões o surgimento de novos registros não foi interrompido.
“Como o número de suspeitos não para de crescer e novos casos surgem a todo momento, estamos realizando o trabalho de bloqueio por região, mas é preciso auxílio da população”, disse.
Um exemplo positivo da luta contra a dengue é o Jardim Francano. O bairro, que começou o ano com vários suspeitos, teve um trabalho efetivo, com o apoio da população, e o número de novos casos diminuiu, demonstrando que a briga contra o Aedes aegypti deve ser travada por todos.
Para reforçar a guerra contra a dengue, os agentes do Controle de Vetores estão trabalhando em horário ampliado e, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, têm realizado visitas também aos sábados, além de mutirões de limpeza.
“Nesta semana, estaremos na região da Vila Aparecida visitando as casas e pedindo o apoio da população nesta luta. É importante reforçar que alguns cuidados, como não armazenar água de forma incorreta, devem ser tomados”, completou.
Epidemia
Franca viveu a maior epidemia de dengue da sua história no ano passado, quando mais de 1,5 mil casos positivos da doença foram registrados. Mesmo realizando um trabalho ininterrupto contra a proliferação do mosquito, a cidade não conseguiu evitar que a situação continuasse complicada e, em fevereiro, o diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, já havia alertado que Franca poderia viver uma epidemia sem precedentes.
“Não há descanso na luta contra o Aedes aegypti e é isso que as pessoas precisam entender e cooperar. Com o início deste período mais fresco, a população tende a diminuir os cuidados, mas alertamos para o perigo disso. Precisamos combater a proliferação dos criadouros, principalmente neste período, para evitar que a contaminação continue”, finalizou o gerente de Serviços da Vigilância Ambiental.
As doenças do Aedes Aegypti
Dengue
2.888 casos suspeitos
125 casos confirmados
16 casos importados
Zika Vírus
12 casos suspeitos (sendo 8 grávidas)
1 caso confirmado
Chikungunya
4 casos suspeitos
8 casos importados
1 caso confirmado
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