Empresário é processado por enganar clientes


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O promotor de Justiça Murilo Lemos Jorge, responsável pela ação, fala em dezenas de vítimas
O promotor de Justiça Murilo Lemos Jorge, responsável pela ação, fala em dezenas de vítimas
O Ministério Público do Estado ingressou na Justiça para impedir que o empresário Cláudio Paino Calefe continue vendendo planos de sua empresa Providência Tomada e indenize as pessoas que já compraram os serviços. Cláudio está sendo investigado por estelionato. 
 
Segundo o promotor de Justiça Murilo Lemos Jorge, responsável pela ação, por meio da empresa, Cláudio vendeu dezenas de planos de adesão para benefícios que iam desde aposentadorias até o serviço funerário, passando por descontos em lojas da cidade. 
 
Para ter direito, o consumidor precisava pagar 12 boletos bancários cujos valores variavam de acordo com o pacote de benefícios. O problema é que, depois de todo o pagamento, o consumidor não conseguia acesso aos benefícios e tão pouco ao cartão de aposentadoria. “Essas pessoas foram lesadas, porque acreditaram, de boa fé, estar fazendo um bom investimento”, escreveu o promotor na ação. Para convencer as pessoas a adquirirem os planos, o empresário teria, inclusive, usado propaganda enganosa. 
 
Na ação, o promotor pede que a Justiça proíba imediatamente o empresário de continuar com suas vendas e ainda estipule multa de R$ 500 por cada desobediência. Murilo Lemos pede ainda que todas as contas bancárias, tanto de Cláudio Paino quanto da empresa Providência Tomada, sejam bloqueadas para o ressarcimento das vítimas. 
 
O promotor também solicita que um edital seja publicado nos jornais de grande circulação, alertando os consumidores sobre a existência da ação judicial. O processo corre pela 4ª Vara Cível de Franca e não tem prazo para ser julgado.
 
Na delegacia
Além da ação judicial na esfera cível, o empresário também é alvo de inquérito que apura a prática de estelionato. O caso foi denunciado no ano passado por 12 pessoas de uma mesma família que teriam sido lesadas. À época das denúncias, o delegado Dalmo Matheus Polo, do 4º Distrito Policial, disse que o total de vítimas poderia chegar a mil pessoas. 
 
Ontem, a reportagem do Comércio tentou contato com o empresário no telefone que consta no nome da empresa Providência Tomada, mas ninguém atendeu à ligação. 
 
 

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