O apresentador Jô Soares defendeu José de Abreu e Chico Buarque em seu programa na noite de quarta-feira, dia 27. Na ocasião, Jô ainda criticou o deputado Jair Bolsonaro.
"Me espanta cada vez mais o ambiente de impaciência que o Brasil está vivendo. Esse episódio que aconteceu com o José de Abreu é constrangedor. Um cidadão não pode sair com sua mulher para jantar que é obrigado a ouvir insultos terríveis. Disseram horrores sobre a mulher dele. A reação dele foi levantar e dar uma cusparada no casal, que também é uma reação movida por um 'não aguentar mais'", afirmou Jô, se referindo à uma discussão entre um casal e José de Abreu em um restaurante, que terminou com o ator cuspindo no rosto do casal.
O apresentador também lembrou de Chico Buarque, que sempre recebe críticas e ofensas por apoiar o Governo de Dilma Rousseff. "O Chico Buarque não pode sair de casa sem ser agredido ou ofendido. O Chico é um patrimônio deste país. Eu fico comovido e com vergonha. Feliz o país que tem um Chico Buarque. Um cara que deveria ser reverenciado, mas ao invés disso sai de casa com os amigos e é agredido de uma forma mesquinha. Desculpa, mas precisava fazer esse desabafo", disse Jô, se emocionando.
Jair Bolsonaro também foi lembrado por Jô em seu discurso. "Ninguém pode estar de acordo com a maneira como esse homem age. É realmente muito grave. Ele fez apologia ao crime. É uma pessoa que não merece estar no Congresso Nacional. É uma vergonha", opinou o apresentador, se referindo ao momento em que Bolsonaro votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, citando o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura militar.
Jô já criticou em seu programa um rapaz que se manifestou a favor de Bolsonaro.
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