Uma conversa entre a dona de casa assassinada em fevereiro, Etiene Josefa de Arruda Coelho, 33, e uma amiga da família poderá trazer mais elementos para a investigação conduzida pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Ontem, o Comércio teve acesso às mensagens trocadas via WhatsApp pela vítima e a mulher. Nelas, Etiene diz que não aguenta mais o ciúme e os problemas com o marido, Carlos Eduardo Coelho, 35, ainda não descartado como suspeito do crime.
Durante o diálogo, que aconteceu no dia 30 de setembro do ano passado, Etiene conta para a amiga que ia prestar um vestibular, mas estava chateada porque o marido havia se irritado com o fato dela não ter avisado que o funcionário da faculdade ligou. “Emburrou comigo só porque não disse que o moço me ligou na segunda-feira. Ele não falou comigo nem ontem, nem hoje”, afirmou a vítima do homicídio.
A dona de casa, morta no dia 23 de fevereiro, prosseguiu e escreveu que já não aguentava mais a situação. “Não tô (sic.) aguentando mais isso não, amiga. Tá osso, viu (sic.). Ele tá percebendo que devagarzinho eu tô (sic.) abrindo a gaiola que ele me prende e posso fugir a qualquer hora”. A mulher concordou. “Ninguém merece ser prisioneira do lar”, concluiu a amiga.
Para a polícia, o marido de Etiene continua sendo suspeito. Foi ele quem encontrou o corpo da dona de casa no quintal da chácara em que moravam, no Parque Universitário. “O celular da vítima foi apreendido justamente para sabermos o que ela conversou pelas redes sociais, com quem falou, as ligações. Tudo isso contribui. Mas, para que qualquer passo seja dado, precisamos dos laudos do celular e da picareta que estão por conta do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo”, disse Márcio Murari, delegado do caso.

Etiene Josefa de Arruda Coelho
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