Jovens confessam linchamento de desempregado


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Cleber Santos, 31, foi linchado e morreu na Santa Casa local
Cleber Santos, 31, foi linchado e morreu na Santa Casa local
A morte do desempregado Cleber de Souza Santos, de 31 anos, ocorrida no primeiro dia deste mês no Parque Esmeralda, foi esclarecida nesta quarta-feira pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Quatro jovens, com idades entre 14 e 23 anos, confessaram ter linchado a vítima, que morreu horas depois na Santa Casa.
 
Na noite do crime, segundo o apurado pelos investigadores, Santos se envolveu em duas brigas. A primeira aconteceu na porta de sua casa. Vizinhos ouviram os gritos de socorro do pai do desempregado, que havia pego um televisor recém adquirido pela família, no valor de R$ 2 mil, para trocar por drogas. 
 
Entre os moradores do bairro, estavam um adolescente de 14 anos e outro de 16, além do jovem de 23 anos. Eles se uniram para bater em Santos e a Polícia Militar foi acionada, levando-o de lá. “Mas a vítima resolveu retornar e teve outro entrevero perto do supermercado Gomes. Pouco depois, foi pego em frente ao Mariner pelos dois adolescentes e por outro jovem de 18 anos, que o agrediu com um pedaço de madeira e provocou as lesões mais graves”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pelas investigações.
 
Em depoimento aos agentes, os suspeitos confessaram o linchamento e afirmaram que se revoltaram com o “terror” empregado por Santos no bairro. Um deles disse aos policiais que estavam inconformados com o que ele fazia com seus pais e a forma como os “infernizava”, nas próprias palavras do jovem. “Contaram que partiram para cima porque a vítima pegava até comida de dentro de casa para sustentar o vício”, ressaltou Murari.
 
Diante da confissão, o inquérito será encerrado nos próximos dias. Segundo a Polícia Civil, nenhum dos envolvidos tinha passagens policiais antes do linchamento. Os maiores serão indiciados por homicídio simples e responderão em liberdade. A custódia dos menores será entregue à Vara da Infância e Juventude.
 
Morte na Santa Terezinha
O assassinato do operador de máquinas Luís Carlos Francisco Viana, 33, ocorrido na última segunda-feira, segue sob investigação também na DIG. Ao longo da semana, familiares e vizinhos têm comparecido à delegacia para prestar esclarecimentos e para que a polícia entenda o que motivou a jovem Taís da Silva Messias Rodrigues, 22, a matá-lo com várias pedradas, na Vila Santa Terezinha.
 
Nas oitivas realizadas, um vizinho confirmou que Taís estava em cima da vítima, desferindo os golpes e que seu namorado tentou segurá-la. “Essa testemunha afirmou que ela estava sozinha e que nem o homem, nem outra pessoa teve envolvimento com o crime”, disse Murari.
 
Além do depoimento do vizinho, do namorado de Taís e de familiares de Viana, os policiais ouviram da mulher que morava com a vítima em uma chácara do bairro que, há um tempo, ele teria feito com outra mulher o mesmo que Taís o acusou e que teria motivado o crime: abaixou as calças e exigiu que fizesse sexo oral nele. Porém, não deu mais detalhes. O caso segue sob investigação e a jovem continua presa.
 

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