Nunca houve na história deste País tanta desfaçatez como a que o brasileiro em geral (e o francano em particular) tem acompanhado nos últimos tempos. Em nível nacional, Dilma Rousseff (PT), que sofre um processo de impeachment por crime de responsabilidade, mente descaradamente em qualquer manifestação, principalmente quando cercada dos ‘companheiros’ de partido e movimentos sociais (como CUT, MST e outros). Seus discursos, hoje uma ladainha interminável, insistem na tese do “golpe”, “ação dos derrotados” e que “não aceita que quem não teve votos” se sente na sua cadeira. São mentiras já exaustivamente desmascaradas por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), por juristas, pela imprensa e por especialistas em administração pública. O processo não é um golpe, é respaldado pela Constituição Federal, já que a presidente desrespeitou a lei de responsabilidade fiscal e, por isso, está sendo julgada pelo Congresso.
A um passo de perder o mandato, Dilma dispara contra aqueles que não concordam com a sua inocência. Nem adianta à presidente dizer que a prática das pedaladas vem desde o governo de Itamar Franco. Acontece que em nenhum dos casos citados por ela o TCU (Tribunal de Contas da União) interveio, comunicando o crime. E, o que é pior, também não há antecedente na assinatura de decretos de dotações orçamentárias sem a aprovação do Congresso. Porém, a maior mentira é que Michel Temer (PMDB), em caso de impeachment, não tem legitimidade para tomar posse, pois não foi eleito: pela lei brasileira, ele recebeu os mesmos votos de Dilma e é o seu substituto em caso de afastamento.
Aqui em Franca acompanhamos diariamente o mesmo roteiro. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) usa de artifícios de linguagem e de mentiras para tentar descaracterizar o funcionamento da Comissão Processante da Câmara Municipal, a qual pode determinar a sua cassação. Ferreira diz que não tem responsabilidade na contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida), que trouxe falsos médicos para atender a população francana. O prefeito, em vídeo divulgado nas redes sociais, disse que foi enganado pelo instituto, certamente se esquecendo de que, mesmo diante das denúncias e provas de que falsos médicos atendiam na cidade, manteve os pagamentos ao ICV que só foram suspensos por decisão da Justiça. Ele ainda não tirou os óculos cor de rosa, assim como alguns de seus assessores e a primeira-dama, com os quais vê uma dimensão edulcorada que não condiz com a nossa realidade. Por sorte, assim como Dilma, diremos adeus a Alexandre. Se não for através do processo na Câmara, que seja por voto.
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