Comissionados de Alexandre Ferreira apoiam Sidnei Rocha


| Tempo de leitura: 3 min
Cerca de 160 filiados se reuniram no escritório de Roberto Engler para manifestar apoio à candidatura de Sidnei Rocha nas prévias
Cerca de 160 filiados se reuniram no escritório de Roberto Engler para manifestar apoio à candidatura de Sidnei Rocha nas prévias
O processo de fritura de Alexandre Ferreira dentro do próprio PSDB ficou evidente na noite de ontem. Cerca de 160 filiados se reuniram no escritório do deputado Roberto Engler para manifestar apoio à candidatura de Sidnei Rocha nas prévias do partido. Havia pelo menos seis ocupantes de cargo em comissão no atual governo. Líderes do partido se referiram ao prefeito como “o outro candidato” e “adversário”. Antigos aliados também engrossaram as críticas. É neste clima de racha interno que os tucanos vão escolher, sábado, quem será o representante do partido nas eleições de outubro.
 
O espaço do escritório de Engler foi insuficiente para receber os convidados e muitas pessoas acompanharam a reunião da rua. Participaram do ato pró-Sidnei ocupantes de cargos de confiança na administração de Alexandre, como Válter Zarur, diretor da Dívida Ativa; Daniela Honório, coordenadora de Turismo; Luiz Antônio Porto, diretor de unidades de Saúde; José Paschoal Ribeiro, coordenador de Trânsito; Reginaldo Emídio, diretor de divisão da Emdef; e Graziela Corrêia, diretora do Arquivo Histórico.
 
Ao ver os aliados na plateia e pressentir o mal-estar que a presença deles causará nos corredores da Prefeitura, Sidnei Rocha foi direto no recado dado ao afilhado político e neo-adversário Alexandre Ferreira. “Espero o bom senso de que não haja retaliação contra ninguém. Porque, senão, eu serei obrigado, quando eleito prefeito, a retaliar também. Eu não gosto, mas sou muito duro no troco.”
 
O vice-presidente do diretório municipal do PSDB, Wagner Artiaga, também citou as pressões feitas pelo governo sobre os filiados. “Não adianta fazer ameaças ou retaliações. O voto é secreto. Ninguém vai obrigar os nossos companheiros.”
 
Sem citar o nome de Alexandre, Artiaga disse que o “sucessor de Sidnei” não conseguiu dar o recado político. “É preciso ter negociação, diálogo. Não pode fazer prevalecer a vontade dele.” A maneira como o vice do PSDB se referiu ao prefeito e à sua baixa popularidade evidencia como o clima dentro do partido está desfavorável a Alexandre. “O adversário tem um índice de rejeição muito alto.”
 
Engler afirmou que, apesar das históricas desavenças com Sidnei, nunca deixou de ressaltar suas qualidades como prefeito. Disse que as pesquisas de intenção de voto foram decisivas para que ele decidisse trabalhar para a candidatura do ex-prefeito. Ao se justificar, foi duro na crítica a Alexandre. “Não tem sentido apoiar a pessoa que não ganha e que vai entregar a cidade para outro partido. O outro candidato está numa posição muito ruim.”
 
Sidnei disse que decidiu disputar as prévias motivado por pressões recebidas da população, do PSDB e do governador Geraldo Alckmin. “Mostraremos no sábado quem é quem dentro do PSDB, mostraremos quem tem história para contar.”
 
Ex-líder de Alexandre na Câmara, o vereador Adérmis Marini disse que político tem que assumir posição e que ele é um soldado de Sidnei Rocha. “É fácil fazer campanha para o Sidnei. Ele é o melhor para o partido e para a nossa cidade.”
 
A professora Leila Haddad Caleiro, que deixou a Secretaria de Educação ainda no quarto mês do atual governo por conta de desavenças com Alexandre, encerrou a reunião com um discurso emocionado. “Com o Sidnei, a cidade era alegre, tinha cor, todos respeitavam. Hoje, a cidade está cinza, escura, triste.”
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários