Morte de dona de casa segue ainda sem uma solução


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Policial cobre o corpo de Etiene Coelho, encontrado na chácara em que ela morava com o marido. Vítima foi morta aos 33 anos
Policial cobre o corpo de Etiene Coelho, encontrado na chácara em que ela morava com o marido. Vítima foi morta aos 33 anos
“Queremos e precisamos saber quem foi o monstro que fez isso com ela.Temos que entender o motivo de ter matado e a razão de tamanha brutalidade”. Foi dessa forma que Sandra Ferreira de Moura, irmã da dona de casa Etiene Josefa de Arruda Coelho, de 33 anos, definiu o sentimento que tortura a família desde que Etiene foi encontrada morta na chácara em que morava, em um condomínio nos fundos do Parque Universitário. Seu assassino, ainda desconhecido, usou uma picareta para desferir golpes em sua cabeça e tirar sua vida.
 
Em meio à dor da perda, a também dona de casa Sandra, que mora em São Paulo e era irmã de Etiene por parte de pai, tem acompanhado diariamente os veículos de comunicação de Franca em busca de notícias e mantido contato com a família para ter ao menos uma pista de quem matou sua irmã. “Fiquei em choque quando soube. Estou inconformada até hoje. Já se passaram dois meses e nada. Mas tenho a esperança de que a polícia encontre o assassino e a justiça seja feita”, disse.
 
Enquanto a família espera pela resposta, as diligências e oitivas continuam no setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Para a polícia, o crime pode ter sido passional. O principal suspeito continua sendo o marido de Etiene, Carlos Eduardo Coelho, de 35 anos. Foi ele quem encontrou o corpo da dona de casa caído no quintal da chácara e ligou para o cunhado. Só depois que essa terceira pessoa chegou ao local que o Samu foi acionado.
 
Além de outros elementos, depoimentos têm contribuído para a investigação policial. Um deles foi de um homem com quem Etiene namorou enquanto supostamente estava separada de Carlos. A testemunha, que mora em Ribeirão Preto, se apresentou espontaneamente na DIG e afirmou que a mulher queria deixar o marido em definitivo, mas precisava esperar que uma dívida, feita em seu nome, fosse sanada.
 
Para Sandra, apesar do pouco contato com Carlos, essa hipótese não está descartada. “Desconfiamos de tudo e de todos. Em todo o tempo em que estiveram casados, só o vimos uma vez, quando a Etiene o trouxe para São Paulo. Ainda estamos tentando entender o que aconteceu e o porquê tanta violência”, disse.
 
O caso foi registrado como homicídio qualificado e a equipe da DIG trabalha para sua elucidação. Para chegar ao suspeito, o delegado Márcio Murari deverá contar com o laudo do IML (Instituto Médico Legal) acerca do corpo de Etiene e da análise das ligações de seu celular, que ainda não chegaram.
 
Além disso, Murari requisitou ao IC (Instituto de Criminalística) da Polícia Técnico-Científica de São Paulo laudos da picareta usada no crime e das roupas usadas por Carlos Eduardo Coelho no dia do assassinato. Assim que os resultados estiverem prontos, nos próximos meses, o marido será chamado a prestar depoimento para se averiguar se teve envolvimento com o assassinato.
 
O crime
Etiene Coelho foi encontrada morta no jardim da chácara onde morava há quatro anos com o marido, pelo próprio, com quem estava casada há sete anos. Ela levou dois golpes de picareta, um na cabeça e outro no ombro. Eles não tinham filhos.
 
Carlos Eduardo relatou que, no momento em que encontrou sua mulher, ligou para o cunhado que, ao chegar na chácara, acionou o Samu. Assim que a morte da dona de casa foi confirmada, com a ajuda da médica que atendeu a ligação telefônica, a Polícia Militar foi acionada.
 
Próximo à varanda, os policiais acharam uma picareta ainda com sangue. Não havia indícios de violência sexual. O bárbaro crime continua sendo uma incógnita.
 
 

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