Saúde do francano continua em risco


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O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) continua agindo como se fosse um ditador que não escuta conselhos, não leva em consideração o bem estar dos cidadãos que lhe deram o mandato e, o que é pior, patrocinando irregularidades no setor de saúde pública. Depois de permitir que mais de cinco mil pacientes dos dois Prontos-socorros do município (“Dr. Álvaro Azzuz” e Infantil) tivessem a vida colocada em risco — ao serem atendidos por falsos médicos instalados nas unidades, trazidos pelo ICV (Instituto Ciências da Vida) —, a administração de Alexandre patrocina outro absurdo: deixou que médicos de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) prescrevessem ou renovassem receitas sem nem mesmo examinar os pacientes, prática condenada pelo Cresmesp (Conselho Estadual de Medicina do Estado de São Paulo).
 
A situação se torna preocupante a partir do momento em que os próprios servidores de UBSs ouvidos pelo Comércio garantem que a prática teria sido imposta pela Secretaria Municipal de Saúde. A ideia seria agilizar os atendimentos, fazendo com que os pacientes crônicos não precisassem mais passar por consultas para renovar suas receitas ou tratamentos, diminuindo o tempo de espera nas unidades de saúde. Outro motivo seria também uma forma indireta de beneficiar médicos mais próximos da administração. Sem ter de examinar pacientes e fazendo apenas a substituição de receitas, eles estariam sendo liberados mais cedo. O problema é que a prática pode colocar a vida do paciente em risco. A secretária Rosane Moscardini nega o procedimento e evita se posicionar a respeito, embora haja provas de que a situação está acontecendo.
 
O que não se entende é como o prefeito e sua auxiliar para a área de saúde ainda continuam impunes diante de tantas irregularidades e ilegalidades comprovadas. A população francana corre riscos cotidianamente. Até hoje, as famílias da dezena de pacientes que tiveram mortes suspeitas relacionadas ao atendimento médico nas unidades municipais ainda não receberam qualquer satisfação. A Prefeitura se cala diante de evidentes irregularidades, mesmo que sejam constatadas (como no caso do ICV) e tenta compensar os erros anteriores com outros, cada vez mais graves, deixando a população à mercê de um atendimento de saúde temerário. A esperança é de que Alexandre Ferreira e todos aqueles que o acompanham na tentativa de burlar a lei recebam, na Comissão Processante aberta na Câmara, o que merecem. Que sejam ‘limados’ da vida pública. Se tal não acontecer — o que não constituiria surpresa no contexto —, o eleitor terá em mãos a ferramenta capaz de cumprir esta sentença: o voto.
 
 
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