Uma prática comum nas atividades do Centro Espírita é a fluidoterapía, compreendidas a aplicação de passes e a ‘ministração’ de água fluidificada. Se a água já é fluídica, aqui falamos do adicionamento de fluidos energéticos que se constituem da combinação de energias fornecidas pelos benfeitores espirituais com as do passista.
A par da indispensável medicina terrena, que nos representa sublimado recurso concedido por Deus, a intervenção da terapêutica espiritual alcança a raiz do mal que está no perispírito, como consequência de cometimentos do enfermo que transgrediram as leis naturais, nesta ou noutra vida.
Uma indagação poderia ser esperada: quanto tempo demandariam procedimentos espirituais para curar-me? A resposta vem, única: independentemente de sua crença, raça, filiação partidária, ou posição social, será o tempo que você demandar para cumprir a receita dos três itens infalíveis: perdoar, ter fé (de preferência raciocinada) e praticar a caridade. Não nos iludamos, ninguém se cura, se não perdoa.
A fluidoterapia espírita tem origem no início do século XIX, quando médicos homeopatas e magnetizadores observaram que pacientes magnetizados obtinham melhores resultados terapêuticos, o que lembra a recomendação do Médico excelso para que os discípulos curassem pela imposição das mãos, conforme narrado por Marcos, cap.16, versículo 18. Inteiramente gratuita, não se indica como recurso, senão indireto, para resolver problemas de desemprego, de relacionamento afetivo, ou de falta de dinheiro, mas, uma vez cumprida a prescrição dos ‘três itens infalíveis’, ela resolve muitos males.
Agora, médicos da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP), em conjunto com a Associação Médico-Espírita daquela cidade, realizaram interessante pesquisa com pacientes voluntários, verificando a eficácia da terapia pelo passe. As conclusões coincidem, plenamente, com os resultados já catalogados pela prática espírita.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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