Gaeco pedirá prisão de 15 acusados de fraudar licitações


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Movimentação de policiais militares, em frente ao 3º Distrito Policial de Franca, para onde os presos na operação foram levados
Movimentação de policiais militares, em frente ao 3º Distrito Policial de Franca, para onde os presos na operação foram levados
O Ministério Público vai oferecer denúncia à Justiça e pedir a prisão preventiva dos 15 acusados de envolvimento com a operação Cartas em Branco, entre eles o prefeito de Miguelópolis, Juliano Mendonça Jorge (PRB). Todos seguem detidos por meio de temporária, que vencerá na quinta-feira, 28. O objetivo da investigação conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) é combater uma organização criminosa instalada na Prefeitura. Um francano é apontado como líder do esquema que teria fraudado mais de R$ 6 milhões em licitações. 
 
As prisões começaram a ser efetuadas na madrugada de terça-feira, quando policiais e promotores saíram às ruas para cumprirem 75 mandados de busca e apreensão nas casas de investigados e nas sedes de empresas suspeitas de envolvimento. Além de Miguelópolis, também foram alvos da operação endereços em Franca, Pedregulho, São Joaquim da Barra, Itirapuã, Ribeirão Preto, Jaú, São José do Rio Preto, Barretos, Guaíra, Bocaína e Guatapará.
 
Segundo o Ministério Público, uma das peças-chave no esquema é Maurício Pugliesi Filho, membro de tradicional família de Franca. Morador de Miguelópolis, ele era o presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações) da Prefeitura e acusado de fraudar licitações públicas.
 
No dia da operação, Maurício estava viajando para o Paraguai. Após ser informado por familiares que era procurado, ele retornou no dia seguinte e se apresentou às autoridades. Está recolhido na cadeia do Jardim Guanabara. “Todas as fraudes nas licitações passavam pelas mãos dele. Tinha amplo conhecimento do que acontecia. Inclusive, o e-mail dele foi interceptado e a gente conseguiu verificar uma importância grande dele no esquema. Sem dúvida, ele é um dos nossos principais alvos”, afirmou um dos promotores do Gaeco.
 
De acordo com o Ministério Público, Maurício acumulava irregularmente os cargos em comissão de diretor-adjunto de Meio Ambiente e de presidente da Copel na Prefeitura de Miguelópolis. Em dezembro, a promotoria ingressou com ação civil pública e ele foi afastado da função de responsável pelas licitações. Mesmo assim, continuou atuando. “No dia da operação, verificamos que, embora afastado judicialmente do cargo, ele estava numa sala ao lado e continuava exercendo as funções que não poderia continuar exercendo.”
 
Conhecedor de todo o esquema, o francano avalia a possibilidade de colaborar com as investigações por meio da delação premiada. É uma forma de tentar reduzir sua eventual pena.
 
Os promotores do Gaeco esperam oferecer a denúncia contra os acusados até terça-feira, para que a Justiça tenha tempo de avaliar o processo e converter as prisões temporárias em preventivas. Dependendo da participação de cada um no esquema, os acusados podem responder pelos crimes de fraude em licitações, por integrar organização criminosa e formação de cartel.
 

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