Número de homicídios deve fechar quadrimestre em alta


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Desempregada Priscila Suelen de Moraes foi morta com mais de 20 facadas em março deste ano. Sem pistas, caso segue sob investigação pela Polícia Civil de Franca
Desempregada Priscila Suelen de Moraes foi morta com mais de 20 facadas em março deste ano. Sem pistas, caso segue sob investigação pela Polícia Civil de Franca
Franca está mais violenta. Além das diversas ocorrências diárias de furtos e roubos, os homicídios têm aumentado a cada ano. Não há como evitar, nem adivinhar quando e quem será a próxima vítima. Nos quatro primeiros meses de 2016, a situação não tem sido diferente. Nove pessoas foram mortas e os casos chocaram a população pela forma brutal com que as vítimas tiveram suas vidas ceifadas por seus assassinos. O número já é superior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando seis casos foram registrados e sete pessoas acabaram mortas. 
 
Dos nove homicídios, um foi com arma de fogo, quatro a facadas, um com picareta e outros dois por espancamento. No mais recente, ocorrido no último dia 18, na Vila Santa Luzia, o assassino usou um pesado bloco de cimento para matar o pintor Luiz Felix, de 43 anos. Sua identidade, porém, ainda é desconhecida pelos agentes do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), responsáveis pela elucidação dos crimes.
 
Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, da especializada, a forma como aconteceram as mortes retratam como a vida está banalizada na visão de quem mata. “Em casos como os ocorridos neste ano, em que as vítimas levaram mais de 20 facadas, pedradas ou foram espancadas até a morte, podemos notar como a raiva e o sentimento de vingança predominam. Isso mostra o grau da violência empregada”, disse.
 
Em meio às mortes, a cidade já registrou dois casos de latrocínio (roubo seguido de morte). O número é a metade dos ocorrido no ano passado, quando quatro pessoas foram assaltadas antes de serem assassinadas. Os roubos seguidos de morte começaram no dia 8 de fevereiro, com a morte do taxista Márcio Antônio dos Santos, de 40 anos, na rodovia Rionegro e Solimões. Ele foi assassinado com um tiro. Depois, no dia 20 do mesmo mês, o aposentado Márcio Antônio dos Santos, de 50 anos, morador da Vila São Sebastião, levou mais de 20 golpes de faca no corpo. Os dois casos já foram elucidados.
 
O mesmo não se pode dizer das mortes da dona de casa Etiene Josefa de Arruda Coelho, 33, da desempregada Priscila Suelen de Moraes, 27, do desempregado Cléber de Souza, 31 e de Luiz Felix, citado acima. Esses assassinatos seguem sob investigação e, oficialmente, não há pistas dos homicidas.
 
 
Homicídios
 
Mortes por assassinato cresce e assusta
 
1º de janeiro: Lucas Ribeiro
Vila Santa Terezinha
O jovem, 24, levou seis golpes de faca de um pintor, 26, que teve a casa invadida por ele e outro homem. Eles brigaram e, ao tentar separar, o pintor matou a vítima.
 
8 de fevereiro:Márcio dos Santos
Rod. Rionegro e Solimões
O taxista, 40, morreu com um tiro. Os dois acusados, 19 e 35, o mataram quando ele reagiu ao roubo do Voyage de seu patrão. O mandante, 39, também foi preso.
 
20 de fevereiro: Márcio de Oliveira
Vila São Sebastião
Vinte facadas mataram o aposentado, 50.  Um pedreiro, 25, um desempregado, 26, e um estudante de apenas15 anos foram os responsáveis pelo latrocínio.
 
23 de fevereiro: Etiene Coelho
Parque Universitário
A dona de casa, 33, foi morta no quintal com dois golpes de picareta. O marido é um dos principais suspeitos do crime, que ainda está sob investigação na DIG.
 
27 de fevereiro: Luiz Carlos Diamantino
Jardim Santa Bárbara
O pedreiro, 54, foi assassinado por um amigo de longa data, de 44 anos, com uma só facada. O suspeito está foragido desde que recebeu alta da Santa Casa.
 
2 de março: Priscila Suelen de Moraes
Rodovia Nelson Nogueira
Um construtor encontrou o corpo de Priscila, 27, em uma plantação de eucalipto. Mais de 20 perfurações de faca a mataram. Ainda não há suspeitos.
 
1º de abril: Cléber de Souza Santos
Parque das Esmeraldas
O homem, 31, que ameaçava e agredia os pais apanhou de vizinhos. Após se envolver em nova briga no mesmo dia, não resistiu e morreu. Não há pistas.
 
4 de abril: José dos Reis Lemes
Perto da Rodovia Tancredo Neves
O possível envolvimento entre o aposentado, 78, e um adolescente, 16, resultou no crime. O idoso foi espancado até a morte e o garoto foi apreendido.
 
18 de abril: Luiz Felix da Silva
Vila Santa Luzia
O pintor de 43 anos foi morto a pedradas durante a madrugada. Ele era morador do Abrigo Provisório. Por enquanto, o caso está sob investigação e sem acusados.
 

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