Franca está mais violenta. Além das diversas ocorrências diárias de furtos e roubos, os homicídios têm aumentado a cada ano. Não há como evitar, nem adivinhar quando e quem será a próxima vítima. Nos quatro primeiros meses de 2016, a situação não tem sido diferente. Nove pessoas foram mortas e os casos chocaram a população pela forma brutal com que as vítimas tiveram suas vidas ceifadas por seus assassinos. O número já é superior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando seis casos foram registrados e sete pessoas acabaram mortas.
Dos nove homicídios, um foi com arma de fogo, quatro a facadas, um com picareta e outros dois por espancamento. No mais recente, ocorrido no último dia 18, na Vila Santa Luzia, o assassino usou um pesado bloco de cimento para matar o pintor Luiz Felix, de 43 anos. Sua identidade, porém, ainda é desconhecida pelos agentes do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), responsáveis pela elucidação dos crimes.
Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, da especializada, a forma como aconteceram as mortes retratam como a vida está banalizada na visão de quem mata. “Em casos como os ocorridos neste ano, em que as vítimas levaram mais de 20 facadas, pedradas ou foram espancadas até a morte, podemos notar como a raiva e o sentimento de vingança predominam. Isso mostra o grau da violência empregada”, disse.
Em meio às mortes, a cidade já registrou dois casos de latrocínio (roubo seguido de morte). O número é a metade dos ocorrido no ano passado, quando quatro pessoas foram assaltadas antes de serem assassinadas. Os roubos seguidos de morte começaram no dia 8 de fevereiro, com a morte do taxista Márcio Antônio dos Santos, de 40 anos, na rodovia Rionegro e Solimões. Ele foi assassinado com um tiro. Depois, no dia 20 do mesmo mês, o aposentado Márcio Antônio dos Santos, de 50 anos, morador da Vila São Sebastião, levou mais de 20 golpes de faca no corpo. Os dois casos já foram elucidados.
O mesmo não se pode dizer das mortes da dona de casa Etiene Josefa de Arruda Coelho, 33, da desempregada Priscila Suelen de Moraes, 27, do desempregado Cléber de Souza, 31 e de Luiz Felix, citado acima. Esses assassinatos seguem sob investigação e, oficialmente, não há pistas dos homicidas.
Homicídios
Mortes por assassinato cresce e assusta
1º de janeiro: Lucas Ribeiro
Vila Santa Terezinha
O jovem, 24, levou seis golpes de faca de um pintor, 26, que teve a casa invadida por ele e outro homem. Eles brigaram e, ao tentar separar, o pintor matou a vítima.
8 de fevereiro:Márcio dos Santos
Rod. Rionegro e Solimões
O taxista, 40, morreu com um tiro. Os dois acusados, 19 e 35, o mataram quando ele reagiu ao roubo do Voyage de seu patrão. O mandante, 39, também foi preso.
20 de fevereiro: Márcio de Oliveira
Vila São Sebastião
Vinte facadas mataram o aposentado, 50. Um pedreiro, 25, um desempregado, 26, e um estudante de apenas15 anos foram os responsáveis pelo latrocínio.
23 de fevereiro: Etiene Coelho
Parque Universitário
A dona de casa, 33, foi morta no quintal com dois golpes de picareta. O marido é um dos principais suspeitos do crime, que ainda está sob investigação na DIG.
27 de fevereiro: Luiz Carlos Diamantino
Jardim Santa Bárbara
O pedreiro, 54, foi assassinado por um amigo de longa data, de 44 anos, com uma só facada. O suspeito está foragido desde que recebeu alta da Santa Casa.
2 de março: Priscila Suelen de Moraes
Rodovia Nelson Nogueira
Um construtor encontrou o corpo de Priscila, 27, em uma plantação de eucalipto. Mais de 20 perfurações de faca a mataram. Ainda não há suspeitos.
1º de abril: Cléber de Souza Santos
Parque das Esmeraldas
O homem, 31, que ameaçava e agredia os pais apanhou de vizinhos. Após se envolver em nova briga no mesmo dia, não resistiu e morreu. Não há pistas.
4 de abril: José dos Reis Lemes
Perto da Rodovia Tancredo Neves
O possível envolvimento entre o aposentado, 78, e um adolescente, 16, resultou no crime. O idoso foi espancado até a morte e o garoto foi apreendido.
18 de abril: Luiz Felix da Silva
Vila Santa Luzia
O pintor de 43 anos foi morto a pedradas durante a madrugada. Ele era morador do Abrigo Provisório. Por enquanto, o caso está sob investigação e sem acusados.
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