Avenida Santa Cruz vira palco de acidentes e revolta


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Veículos partem de todos os lados no cruzamento da avenida Santa Cruz com a rua Pedro Pucci
Veículos partem de todos os lados no cruzamento da avenida Santa Cruz com a rua Pedro Pucci
A avenida Santa Cruz, no bairro de mesmo nome, tem se tornado alvo de reclamação e revolta de moradores e comerciantes. Em menos de 15 dias, a via registrou dois graves acidentes. Um deles matou um aposentado no começo deste mês e o outro, na última quarta-feira, 20, deixou uma criança de 8 anos ferida. No mês de junho do ano passado, um senhor de 82 anos também morreu ao ser atropelado por um motociclista na avenida.
 
O trecho que compreende a rua Augusto Vitor Engholm até o cruzamento com a rua Pedro Pucci é considerado o mais sinistro. Os dois últimos acidentes aconteceram nesse trajeto de menos de 500 metros. O motivo, segundo quem mora e trabalha na região, é a alta velocidade que os veículos desempenham na via e a falta de sinalização.
 
Na esquina da Pedro Pucci, tida como uma das mais movimentadas, o problema se agrava por ser a única rua com trânsito nos dois sentidos que faz a ligação direta do bairro São José com a avenida Eliza Verzola Gosuen e, consequentemente, o Jardim Ângela Rosa.
 
“Isso aqui é uma verdadeira pista de corrida. A largada acontece no Sesi e depois os motoristas só param no semáforo da Major Nicácio. Alguma providência precisa ser tomada para evitar futuros acidentes”, disse a moradora Cleusa Maria Fernandes Mendes, em referência à avenida Santa Cruz.
 
Viúva do aposentado Lázaro Jerônimo Rodrigues, 71, morto no começo do mês quando descia do carro estacionado na via, Cacilda Helena Rodrigues lembra emocionada do acidente e ressalta a dificuldade enfrentada para atravessar a avenida. “A Santa Cruz está muito perigosa. Todo dia, a gente corre risco na hora de cruzar a rua. Meu marido estava estacionado, nem havia descido do carro, quando o motorista da camionete veio e bateu na traseira.”
 
Para a vendedora Gisele Tamara Souza Rosa, que trabalha no cruzamento da Santa Cruz com a Pedro Pucci, a solução seria a instalação de um semáforo ou ainda de uma lombada. A população, inclusive, já elaborou um abaixo-assinado solicitando providências da Prefeitura e aguarda um posicionamento.
 
Gerente comercial de uma loja de calçados no trecho, Alessandra Lopes diz ficar preocupada diariamente com as crianças e idosos que transitam na região. “Daqui da porta, a gente acompanha tudo e fica apreensiva com as freadas ou qualquer outro barulho que vem da avenida. Se instalasse uma lombofaixa, acredito que os motoristas reduziriam bastante a velocidade.”
 
Por conta do ponto facultativo decretado pela Prefeitura na sexta-feira, a reportagem não conseguiu contato com o secretário Sérgio Buranelli, responsável pelo Departamento de Trânsito.

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