Morreu às 17h15 horas do dia 21, no Hospital São Joaquim/Unimed, o cafeicultor e evangelizador néo-catecumenal José Brasil Aguiar Rodrigues Alves. Tinha 85 anos. No dia 20, em casa, sofreu grave crise de pressão arterial que lhe causou AVC.
Foi mediatamente socorrido. Tomografias revelaram a grande extensão da hemorragia. “Acreditamos que Deus deu a papai uma passagem tranquila, já que perdeu a consciência logo após o AVC. ElE não vinha bem desde a morte de mamãe, dia 6 deste mês. Foram profundamente ligados, completavam-se. Dizia-nos que não suportaria viver sem ela. Ficamos perto dele esses últimos dias, mas as noites são de solidão, e a falta dela lhe foi insuportável”, disse o filho Estevam.
O sepultamento de sua mulher, Maria Rita Rodrigues Alves (leia em http://gcn.net.br/no ticias/316947/obituarios/2016/04/maria-rita-rodrigues-alves) se deu no Cemitério da Saudade, no túmulo de família que agora também acolheu José. Tiveram 62 anos de casamento. Do enlace, nove filhos (Renato, casado com Maria Isabel; Lélia, casada com Edson Margarido; Miriam, casada com José Giácomo; Susana, casada com Mário Augusto Spessotto Figueiredo; José (Zezito), casado com Luiza Helena; Gizela, casada com José Alexandre Ribeiro; Ângela, Ismael, casado com Mônica; Estevam, casado com Ana Paula), 37 netos e 8 bisnetos. José Brasil e Maria Rita também tutelaram três irmãs órfãs — Maria da Graça, Olímpia e Luzia —, do nascimento até à maioridade e respectivos casamentos. Elas lhes deram mais 10 netos.
José Brasil nasceu em Cravinhos (SP). Veio ainda bebê para Franca, junto dos pais. Aos 15 anos, empregou-se com o avô, primeiro grande comerciante de café a estabelecer-se no bairro Estação, próximo à antiga Estrada de Ferro Mogiana, e que concentrou, por várias década, empresas que negociaram internacionalmente o café produzido no nordeste do Estado de São Paulo.
“Tornou-se cafeicultor e excelente comerciante. Fez da fazenda Aleluia, da família, campo próspero de produção seriamente conduzida e respeito a seus colonos. Foi um homem severo no sentido de ser firme sempre, e também foi assim com os filhos, com os amigos, clientes e conhecidos. Durante seu velório, gente que trabalhou com ele por 40, 50 anos, apareceu para prestar homenagem à sua memória e a nos fazer companhia na tristeza daquele momento”, contou o filho.
José Brasil, casado, teve na mulher, Maria Rita, companheira inseparável de todas as horas. “Mamãe e Laís, irmã de papai, professoras, deram aulas na escola rural da fazenda e, comprometidas com as crianças, filhas dos funcionários da fazenda, iam às suas casas, as banhavam e ajudavam como podiam. Com essa preocupação genuína, fizeram grandes amizades e contribuíram para a permanência de famílias inteiras de colonos, participando efetivamente do sucesso da fazenda. Papai se orgulhava muito delas e de cada um de todos que trabalharam com ele”, disse Estevam.
“As ações de mamãe, sempre incentivadas e apoiadas por papai, demonstram a principal virtude deles, humildade e doação aos mais simples. Integraram a primeira equipe de evangelizadores neo-catecumenais do Brasil. O primeiro trabalho que fizeram após se tornarem catequistas foi na Igreja de Santa Rita, que vovó construiu em avenida de Franca que depois levou seu nome, Arminda Nogueira. Lá, papai foi velado dia 22 e teve missa de corpo presente celebrada por padre Cássio, às 9 horas do dia 22”, completou o filho.
O sepultamento de José Brasil foi realizado com grande acompanhamento no dia 22, 16 horas, no Cemitério da Saudade, com serviços da Funerária Francana.
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