Amor


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Passas ligeiro por mim, assim,
fingindo que não me conheces.
Mas lembro-me bem de ti.

Em muitos versos já nos esbarramos,
rindo nalguns, noutros lamentando.
 
Não corras, pois, para longe,
nem escondas o rosto,
apenas, porque da última vez,
nós fracassamos juntos.
 
Antes, senta, vamos conversar,
confabular, se preferes,
ou se é do teu feitio.
 
E não digas agora, cinicamente,
que esqueceste meu nome,
tu que jamais de mim te olvidaste.
 
De minha parte, jamais esqueci teu nome.
E apesar das inúmeras alcunhas de que te chamam,
sei  bem que és o velho e astuto AMOR.

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