Crise faz crescer número de microempreendedores


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Designer por formação, Luiz Felipe Junqueira é hoje um microempreendedor individual em Franca do ramo de joias e semijoias
Designer por formação, Luiz Felipe Junqueira é hoje um microempreendedor individual em Franca do ramo de joias e semijoias
Nesse momento de crise, o número de novos microempreendedores individuais (MEI) tem crescido em Franca. Segundo dados do Sebrae Regional, entre março de 2015 e o mês passado, 2111 formalizações foram feitas na cidade; quase seis por dia. A quantidade de negócios subiu de 10.639 (no período anterior) para 12.750, uma alta de 19,9%.
 
Para o gerente regional do Sebrae Franca, Rogério Volpini, entre os fatores que contribuíram para esse crescimento estão a necessidade de muitos profissionais de retornarem ao mercado de trabalho e, consequentemente, gerarem renda em razão do cenário de crise e também a facilidade para se formalizar na categoria. “Com a crise houve o desemprego e agora essas pessoas buscam um meio de sobrevivência e o MEI é a forma mais fácil de retornar ao mercado, pois não tem burocracia”, destacou.
 
De acordo com o levantamento, os segmentos de vestuário, alimentação, beleza e construção civil são os que concentram o maior número de abertura de novos negócios, devido a facilidade em obter retorno. “Como o empreendedorismo surge por necessidade, por causa da questão econômica, o comportamento é diferente de quando o negócio surge por oportunidade”, explicou o gerente. Somente de comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios são 1,3 mil formalizações. A atividade de cabeleireiros aparece na sequência com 920 registros.
 
Volpini alertou também sobre o cuidado que se deve ter com a questão do gerenciamento do MEI, afim de evitar a mortalidade da nova empresa. Segundo ele, muitas pessoas esquecem que há compromissos financeiros e de fazer um planejamento para o negócio. “O MEI tem obrigações e o microempreendedor deve também buscar uma consultoria para aprender a divulgar o produto, colocar preço, controlar estoque e o Sebrae oferece esse auxílio”.
 
Designer por formação, Luiz Felipe Junqueira é hoje um microempreendedor individual do ramo de joias e semijoias. A necessidade por ampliar a renda fez com ele procurasse pela assessoria do Sebrae e ampliasse o leque de oferta de produtos. “Devido ao atual momento, busquei um diferencial e comecei a trabalhar também como acessórios masculinos, principalmente pulseiras artesanais e colares”. Junqueira disse também que o MEI se tornou interessante pela oportunidade de formalizar o negócio e os benefícios adquiridos com essa regularização. “Estou aprendendo mais sobre gestão e com o MEI tenho CNPJ e contribuo com a Previdência Social”.
 
 

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