Naerte Martins Vitor


| Tempo de leitura: 3 min
 Naerte Vitor foi sepultado ontem, 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
Naerte Vitor foi sepultado ontem, 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
“Papai não admitia que ficássemos longe dele. Moramos em Manaus, Belém, Itabira, Belo Horizonte. Franca foi nosso porto seguro”
 
Morreu às 2 horas de hoje, dia 20 de abril, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, o senhor Naerte Martins Vitor, aos 70 anos. Cardíaco, mês passado, enfrentando dores no peito, foi atendido no Hospital do Coração, da Santa Casa, e teve indicação de cirurgia. A intervenção aconteceu no dia 23 de março. Recebeu alta médica no final da primeira semana de abril e voltou à sua casa.
 
No mesmo dia do retorno, teve febre, e voltou ao hospital. Diagnosticado com infecção, permaneceu lá por quatro dias, até registrar paralisia renal. Imediatamente transferido para sessões de hemodiálise na Santa Casa, seu estado geral piorou e ele teve que ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva. Dia 18, com pressão baixa, foi submetido a intervenção cirúrgica de urgência, visando cuidar localmente de processos infecciosos que resistiam ao tratamento ambiótico recomendado ao caso. Procedimento realizado, voltou à UTI. Na madrugada, morreu.
Deixou, viúva, a senhora Maria Rosa Vitor. Casaram-se na cidade natal de ambos, Ipatinga (MG). Completariam, em junho próximo, 50 anos de casamento. Do enlace, quatro filhos (Cleonice, Clésio, Clébio, casado com Íria; Willer, casado com Érica) e seis netos, Caio, Gabriel, Rhuan, Lucas, Tiago e Miguel.
 
Pedreiro, Naerte trabalhou anos na Construtora Andrade Gutierrez. Em função da atividade, ele e família se mudaram constantemente de cidades. “Mamãe, eu e meus irmãos sempre o acompanhamos aos locais onde a empresa viesse a atuar. Era norma oferecer aos funcionários, se fosse do desejo deles, levarem a família consigo. Com a gente foi assim. Papai não admitia que ficássemos longe dele. Moramos em Manaus, Belém, Itabira, Belo Horizonte. Num dia de 1983 viemos para Franca, que se tornou nosso porto seguro”, disse Clébio.
À época, os filhos de Naerte e Maria chegavam à adolescência e todos queriam trabalhar para participar das despesas da casa. O pai, encerrados os serviços previstos para Franca, decidiu, apoiado pela família, a fixar residência, depois de tantas mudanças de cidades. “Antes daqui, moramos em Belo Horizonte. A vida em capital não é simples nem fácil. Certos de que em cidade menor, desde que fosse uma boa cidade, poderíamos todos nos empregar, fazer escolas, papai e mamãe gostaram daqui e resolveram fincar raízes”, contou o filho.
 
Dos filhos, Clésio, ao longo dos anos, se mudou para o Rio Grande do Sul. Clébio trabalha como caseiro da família André Corrêa Neves. Willer está empregado no Atacadão. Cleonice, no City Posto. “Nossos pais nos ensinaram que o trabalho é tudo. Sempre vimos mamãe dando duro para cuidar de nossa casa e de nós. De papai, nem se fala. Apesar da dureza do trabalho dele, sempre pensou em nos ter perto. Quis que a gente o acompanhasse, e nós fomos. Foi muito mais que pai para mim e meus irmãos. Foi amigo. A família desabafava com ele, e ele nunca deixou problema alguma para lá. Queria auxiliar em tudo”, disse Clébio.
 
“Mamãe, que hoje está muito triste, sabe que um dia vamos sorrir de novo. A herança que papai nos deixou é a do trabalho que só gera coisas boas e alegrias. O que nos ensinou está guardado no fundo de nossos corações. Como ele sempre foi alegre, pedia pra gente manter a alegria fosse qual fosse a tristeza. É isso que vamos fazer quando um pouco da saudade que já sentimos, passar”, encerrou, emocionado, o filho.
 
Velório durante o dia, e sepultamento às 16 horas de hoje, dia 20, aconteceram no Cemitério Santo Agostinho, com serviços da Funerária Nova Franca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários