Alexandre se isola e emite nota sobre aprovação da CP


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Eram 10h55 de ontem, quando o primeiro pedido de abertura de comissão processante contra Alexandre Ferreira (PSDB) foi aprovado na Câmara, com ampla maioria: 12 votos a 2.
 
O prefeito não estava presente. Como sempre faz, acompanhava as movimentações de seu gabinete, sempre informado por seu assessor parlamentar Edivaldo Costa, encarregado da dura missão de convencer os vereadores a votarem contra os pedidos de abertura. 
 
A notícia da aprovação foi dada por telefone. Alexandre não gostou. Ele ainda tinha esperança de que as táticas de pressão adotadas ao longo dos últimos dias funcionassem. Também confiava que seus aliados não o abandonassem. Ao saber do placar da aprovação, se irritou. 
 
Os maiores alvos de críticas foram os vereadores do PSB - Claudinei da Rocha, Luiz Cordeiro e Luiz Vergara, este último seu líder na Câmara. Sobrou também para Josivaldo Bahia (PTN) que, depois de se declarar contra a Comissão, votou favorável.
 
Procurado para comentar o assunto, Alexandre não quis dar entrevistas. Se limitou a mandar uma nota curta, pela assessoria de imprensa, em que não comenta as graves acusações feitas pelo relatório nem o resultado da votação.
 
Diz apenas que espera ter espaço para sua defesa durante o processo de cassação. “O prefeito Alexandre Ferreira reitera, mais uma vez, que seguiu os procedimentos legais e que estará sempre à disposição para os esclarecimentos necessários, e que, diferentemente da Comissão Especial de Inquérito, o prefeito espera ter o espaço necessário para apresentar sua versão dos fatos, como estabelece a Legislação, independente de questões políticas”, diz a nota.
 
 

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