Dezesseis meses depois, a Operação Lavoura Limpa, feita pela Polícia Civil em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), veio novamente à tona. Isso porque, no final da tarde de terça-feira, um dos carros de luxo da quadrilha foi localizado em um estacionamento do bairro da Estação e recolhido ao Pátio Modelo. O Camaro estava sob a responsabilidade judicial de um empresário de 35 anos, que agora responderá por desobediência e peculato.
Segundo o delegado Leopoldo Gomes Novais, responsável pelas investigações, os 61 veículos apreendidos na operação não poderiam ser vendidos, permutados ou trocados sem autorização judicial. “Na época, nem a Polícia Civil nem o município tinham onde colocar todos os veículos. Por isso, pessoas escolhidas pelos réus, ou eles mesmos, deveriam se responsabilizar e não comercializar os pertences”, disse Novais.
O empresário designado não obedeceu a determinação e colocou o carro de luxo à venda em um estacionamento da Estação. Sob a quantia de R$ 240 mil, parcelada em 60 vezes de R$ 4 mil, uma terceira pessoa adquiriu o Camaro. Porém, desconfiou da procedência do automóvel e desfez o negócio.
Com a informação de que o automóvel estava sendo negociado a despeito da decisão judicial, investigadores do 3º Distrito Policial foram ao estacionamento, fotografaram o Camaro em exposição e Novais conseguiu que o veículo fosse apreendido em um prazo de 24 horas. Ontem, o advogado do empresário levou o veículo até a delegacia, onde o suspeito foi indiciado por desobediência e peculato e responderá, inicialmente, em liberdade. “A pena pode chegar a 12 anos”, disse o delegado.
O Camaro foi apreendido e recolhido ao pátio municipal, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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