“Nada foi simples ou fácil na vida de papai. Permaneceu viúvo de mamãe por 38 anos”
Morreu às 6h45 do dia 12 de abril, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, o conhecido gráfico francano Ivo Moreira. Tinha 76 anos. Cardíaco, enfrentou graves problemas circulatórios nos últimos oito anos. Este mês, trombose nos membros inferiores e úlcera de estômago o levaram a várias passagens pelo PS “Álvaro Azzuz”. Na última delas, dia 11, os médicos que o assistiram prescreveram urgentíssima internação. Na manhã do dia seguinte, morreu por insuficiência hepática crônica.
Ivo, ainda muito jovem, se casou com Ana Miron, e juntos, se mudaram para São Paulo para assumirem, ela, costureira de bons predicados, contrato de trabalho em respeitada grife de roupas, e ele, a convite de gráfica, para exercer sua especialista. Em Franca, Ivo tinha aprendido a profissão e trabalhado, por anos, na impressão do Mensageiro de Santa Rita, na gráfica dos padres agostinianos recoletos que continua funcionando na Igreja Nossa Senhora Aparecida, Capelinha.
Ficaram na capital por seis anos. Com saudade dos familiares e cientes das dificuldades de tocar a vida na cidade grande, decidiram-se por retornar a Franca. Aqui, Ivo empregou-se na gráfica do jornal Comércio da Franca e trabalhou na empresa por quatro anos. Foi contratado, na sequência, pelo Diário da Franca, que iniciava atividades. Trabalhou naquela empresa por 28 anos e lá se aposentou.
Ivo e Ana perderam três filhos, logo ao nascerem. Resolveram, então, adotar. Primeiro receberam Antônio Nivaldo (que se casou com Abadia), e depois, Adriana Mara. “Foram pais sérios que sonhavam com a paternidade, gente simples, mas comprometida com o próximo e em fazer dos filhos que tivessem, cidadãos corretos e felizes, como eles. Mamãe morreu quando fizeram 20 anos de casamento. Eu tinha seis anos. Papai continuou trabalhando para nos criar. Quem o ajudou foram minha tia-avó, Maria, que eu sempre chamei de vovó e, sua filha Yolanda, que considero como irmã”, disse Adriana. Dos enlaces de Antônio e Adriana, Ivo teve sete netos (Daniela, Tiago, Fransérgio, Ariane, Matheus, Gabriel e Miguel) e uma bisneta, Valentina.
“Nada foi simples ou fácil na vida de papai. Permaneceu viúvo de mamãe por 38 anos. Chorou por ela cada dia e trabalhou, trabalhou muito, pela família. Morou comigo pelos últimos cinco anos. Foram tempos tristes em função da continuada perda de qualidade de vida dele, mas permanecemos perto um do outro até sua partida. Sou grata a ele, a mamãe, a ‘vovó’ Maria, a Yolanda e a tantos quantos contribuíram para que eu e Antônio fôssemos agasalhados como filhos e irmãos que efetivamente somos”, emocionou-se Adriana.
Ivo foi velado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu dia 13, no Cemitério Santo Agostinho. Hoje foi celebrada missa por intenção de sua alma, na Capelinha, às 19 horas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.