Decisão já!


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Em 1961, renúncia de Jânio Quadros, militares e a oposição tentaram impedir a posse do vice João Goulart. Só assumiu depois de concordar com a instituição do parlamentarismo, depois rejeitado em plebiscito. 
 
Em 68, durante o regime militar, o vice Pedro Aleixo foi impedido de assumir na doença e morte de Costa e Silva. Quando Sarney assumiu em lugar de Tancredo Neves, muitos torceram o nariz. Agora vemos Michel Temer em vias de assumir, acusado de ‘conspirador’ e ‘golpista’ pela presidente Dilma Rousseff, ao lado de quem figurou como candidato nas eleições de 2014. Além dos exemplos nacionais, existem centenas, talvez milhares de outros em níveis estadual e municipal, onde o governante é contrariado ou se perde e investe furiosamente contra seu vice, ignorando que ele também é dono dos votos recebidos pela chapa.
 
É compreensível que à presidente e o PT ainda reste lutarem no decorrer da tramitação do processo no Senado, mas é inaceitável que se recorra à desobediência civil e ao ‘incendiar’ da pátria, ameaçados por petistas e seus aliados. 
 
Se ocorrer, tem que haver severa reprimenda por manutenção da ordem e da democracia. O Brasil dispõe de forças de segurança e instrumentos legais capazes de evitar o caos. É preciso manter esses recursos atentos e preparados e, se necessário, deixar que cumpram suas finalidades sem excessos nem omissões. 
 
Agora, ao Senado Federal cabe o futuro do país. Todo o tempo que demorarem para votar se afastam ou não a presidente da República, constituirá vácuo e, nesse ambiente, poderá aumentar o sofrimento do povo. Espera-se dos senadores decisão urgente para um país que tem pressa. Cada um dos 81 integrantes do Senado tem o dever de agilizar o processo, dar oportunidades idênticas a acusação e defesa, e decidir de acordo com os interesses nacionais. Cada dia que se perder na definição do quadro será um dia de injustificado retrocesso. Decisão Já! 
 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
 
 

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