’Deus nos deu o privilégio de tê-la como mãe. O que nos deixou jamais será desfeito’.
Morreu às 22h40 do dia 15 de abril, no Hospital Regional de Franca, a senhora Maria Aparecida Alves Batista. Tinha 80 anos. Foi internada no dia 2, com grave crise respiratória. Exames demonstraram que ela enfrentava pneumonia. Quadro igual ocorreu ao final do ano passado, e ela, apesar da idade, se recuperou com rapidez. “Mamãe sempre teve boa saúde. Teve pneunomia ano passado e voltou ao hospital para cuidar de uma gastrite em março, mas, fora isso, nada demonstrava que só a teríamos por mais curtíssimo tempo”, disse a filha Lidiane.
Nasceu na zona rural de Ibiraci (MG), filha de Joaquim Antônio Alves e Eunifla. A família se mudou para Franca em busca de oportunidades de trabalho e estudo para os filhos. Vocacionada ao corte e costura, e exercitando a profissão em Ibiraci, a mudança para Franca permitiu-lhe formar excelente clientela. “Era grande a sua habilidade em criar modelos e confeccionar roupas. Fazia vestidos de noiva muito apreciados”, disse Lidiane.
A residência de Franca era vizinha à de outra família ibiraciense, a do casal Petronilho Martins Batista e Benedita e ficaram amigos. Foi ai que Maria Aparecida conheceu Martinho Aparecido Batista, filho dos vizinhos, pedreiro, determinado, focado no trabalho. Aproximaram-se, namoraram e casaram-se.
Viveram 30 anos juntos. Ele trabalhou na construção do Hospital Regional, teve sua dedicação observada pelos contratantes e deles recebeu convite para cursar manutenção de máquinas em São Paulo. No retorno, ganhou contratação no hospital. Trabalhou lá 27 anos. Incansável, também foi taxista nas horas vagas.
Do enlace nasceram cinco filhos (William, casado com Maria Paula; Janete, casada com Luís Antônio da Silva; Denilson, casado com Marta; Silvio, Lidiane, casada com Cláudio Ferreira Pereira), nove netos (Letícia, Melissa, Rodrigo, Tarcísio, Amanda, Samuel, Jhonatan, Thales, Júlia) e uma bisneta, Manuela.
“Mamãe era evangélica, mulher de muita fé. Tornou-se, com a morte de papai, nosso ponto de fortaleza, de educação, de amizade. Severa e séria, nos ensinou ética e moralidade. Previdente, preparou-nos para enfrentar as dificuldades da vida”, disse a filha.
“Deus nos deu o privilégio de tê-la como mãe. Nunca deixou de ser zelosa, dona de casa exemplar. Jamais esmoreceu. Vivemos, hoje, um misto de amor e gratidão a Deus pela alegria de tê-la colocado em nossas vidas e, claro, a dor da saudade. Nossos laços jamais serão desfeitos. O resumo de sua vida está em 2 Timóteo 4:7: ‘Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé’’, concluiu Lidiane.
Após velório realizado no São Vicente de Paulo, Maria Aparecida foi sepultada dia 15, 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com serviços da Funerária Nova Franca.
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